Palavras Obscuras - 1x04 - Vingança Enigmática


Sinopse: Aparecida é uma escritora, uma mulher forte e decidida que, ao se dirigir até uma cidade vizinha para assistir à peça que ela mesmo escreveu, um misterioso acidente a leva ser considerada morta e o seu corpo carbonizado sepultado. Porém, antes mesmo que tivesse entrado no seu carro, Aparecida foi sequestrada e presa no porão da casa do inimigo de seu pai. Agora, diante de tal revés e ironia do destino, qual será o fim de Aparecida?



Vingança Enigmática
de Tânia Tonelli

 

Aparecida se dirigiu ao teatro municipal para assistir uma peça. Ela estava contente, pois era a autora da peça. Os personagens principais eram a sua irmã Josiane e o noivo dela Rodrigo. Todos os ingressos desta peça foram vendidos, pois estava fazendo sucesso na cidade. O teatro estava lotado, quase todos os alunos que estudavam na faculdade foram assistir à peça: O inimigo do meu pai. Assim que acabou a representação os atores foram aplaudidos. Depois essas pessoas se dirigiram ao buffet onde teve um coquetel para homenageá-los.

Josiane e Rodrigo estavam sendo parabenizados pela representação da peça. Então o convencido Sidnei se aproximou deles e falou:

- Meus amigos vocês são excelentes atores, a peça está fazendo sucesso na cidade Amora e daqui a alguns dias em todo Brasil.

- Obrigado Sidnei, a peça está fazendo sucesso porque foi escrita pela Aparecida, falou Josiane.

- Um bom texto nunca faria sucesso se não fosse representado por bons atores, falou Sidnei.

Rodrigo abraçou a sua noiva e falou:

- Meu amigo, obrigado pelos seus elogios, mas devemos reconhecer que o roteiro desta peça está ótimo.

Aparecida se aproximou deles e falou:

- Nós estamos de parabéns porque o roteiro e os atores desta peça são excelentes.

Assim que Aparecida terminou de falar essas palavras Rodrigo começou a aplaudir, todas pessoas que estavam neste coquetel também aplaudiram a moça. A cidade Amora localizava-se no centro do Estado de São Paulo, com quarenta e dois mil habitantes e se destacava na agricultura com o cultivo de laranja. Durante o dia Aparecida trabalhava em uma loja, à noite ela estudava no curso de letras. Às dezoito horas e quarenta e cinco minutos quando chegou na faculdade Felipe se aproximou dela e falou:

- Boa noite Aparecida, meus parabéns, no dia anterior eu assisti a peça O Inimigo Do Meu Pai, a estória é impressionante.

Emocionada, Aparecida falou:

- Obrigado Felipe, parabenize os atores, a representação deles estava ótima.

- Eu já elogiei Josiane e Rodrigo, agora estou parabenizando a escritora da peça, falou Felipe.

Aparecida ficou envergonhada, Felipe era um rapaz bonito que estudava jornalismo. Ela sempre disfarçava, mas gostava dele, então falou:

- Obrigado Felipe, se a sorte estiver do meu lado esta peça fará sucesso em todo Brasil.

- Sidnei pediu para lhe entregar este envelope, falou Felipe e entregou um envelope de carta a Aparecida.

Os dois conversaram por alguns minutos e se dirigiram às salas de aula. Aparecida achava Sidnei um cara convencido, ele era bonito, mas já havia ficado junto com quase todas as moças solteiras da cidade. Como a estava paquerando não lhe deixava em paz. Quando se sentou na carteira abriu o envelope, nele tinha um pedaço de papel escrito a seguinte poesia:

No final dos contos de fada

Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela.

Ficaram com os seus príncipes encantados

Minha adorável escritora será que eu tenho

Chance de conquistar o seu coração?

Brava ela percebeu que detestava este cara, então pegou outro pedaço de papel e escreveu este poema:

Com A escrevo Amor

Com P escrevo Paixão

No céu, na lua e nas estrelas.

Estão escritos que você nunca conquistará o meu coração.

Porque somos apenas amigos!

No horário do intervalo ela se dirigiu a lanchonete da faculdade, quando se aproximou do Sidnei ele perguntou:

- Minha gata você aceita sair comigo no sábado à noite?

- Neste envelope está a resposta de sua poesia.

Ao acabar de falar essas palavras, Aparecida retornou para a sala de aula. Animado, Sidnei abriu o envelope e leu a poesia. Os seus amigos quando leram o poema tiraram sarro dele. Terminadas as aulas, Aparecida se dirigiu ao estacionamento, entrou no seu automóvel e voltou para casa. Ela era loira, solteira e com seus vinte quatro anos estava no quinto semestre do curso de letras. Os seus pais se chamavam Vanderlei e Mara, o seu pai trabalhava em uma padaria e a mãe era do lar.

A padaria em que Vanderlei trabalhava foi vendida, o novo patrão se chamava Gilberto Neves. Este homem era bom e deu um aumento salarial de vinte por cento aos seus funcionários. No domingo, como era dia de folga do Vanderlei, convidou o seu patrão para almoçar em sua casa.

Gilberto Neves era um homem alegre, ele tinha cinquenta e um anos, era solteiro e morava sozinho em um sobrado luxuoso. Enquanto faziam a refeição Josiane perguntou:

- Senhor Gilberto, não é difícil morar sozinho naquela mansão?

Sorrindo este homem respondeu:

- Não porque os meus três cachorros dobermann me fazem companhia.

A refeição prosseguiu alegremente. Passaram-se quinze dias, Josiane e Rodrigo foram convidados para fazerem a representação da peça na cidade vizinha. Contentes aceitaram o convite, pois exibiram a peça na sexta-feira, sábado e domingo. No sábado Aparecida se dirigiu a este município e foi ao teatro. Assim que terminou a peça os atores foram convidados para irem a uma festa. Aparecida recusou o convite porque iria a um baile e faria uma declaração amorosa ao Felipe. Ela se despediu dessas pessoas, e se dirigiu ao estacionamento. Enquanto voltava à cidade de Amora o seu automóvel bateu em uma árvore e se incendiou.

Passadas uns quarenta minutos uma família que estava no automóvel viu aquele veículo incendiado. Eles chamavam a polícia, os policiais acharam o corpo de uma mulher deformado. Então chamaram uma ambulância para levá-lo ao hospital. Felizes, Josiane e seu noivo voltaram para casa, quando viram os policiais e a ambulância Rodrigo estacionou o seu carro. Enquanto conversavam com o policial Josiane viu no chão perto do que sobrou do veículo queimado um pedaço de fotografia da sua família. Desesperada e chorando falou que a mulher que havia sofrido acidente era a sua irmã Aparecida. Como ela estava sofrendo demais, o seu noivo a levou ao hospital.

Rodrigo conversou com o médico que fazia plantão no hospital. Este homem comentou que o corpo daquela mulher estava irreconhecível, eles precisavam chamar o dentista para reconhecer o corpo através da arcada dentária. Como Josiane estava desesperada, o médico a mandou tomar um calmante. Na madrugada Rodrigo se dirigiu a casa do doutor Fabrício. O rapaz explicou ao dentista que a Aparecida tinha sofrido um acidente. Por ordem da polícia ele precisava ir ao hospital para reconhecer esse corpo através da arcada dentária.

O dentista ficou abalado, preocupado ligou o seu automóvel e o dirigiu ao hospital. Nervoso, ele entrou onde estava aquele corpo e pela arcada dentária reconheceu que aquela mulher era Aparecida Gomes. Às cinco horas Josiane voltou a sua casa, com a ajuda do seu noivo acordou os seus pais, chorando contou que Aparecida sofreu um acidente de automóvel e havia falecido. A dona Mara e o Vanderlei ficaram inconformados e choravam desesperados.

No velório de Aparecida teve muita dor e sofrimento. O enterro aconteceu no domingo às dezessete horas. Um repórter pediu ao cinegrafista para filmar o sepultamento desta mulher e esta reportagem apareceu no jornal de televisão. Com tanto sofrimento ninguém viu no sábado, mas enquanto Aparecida estava no estacionamento um homem colocou um pedaço de pano com sonífero no rosto dela fazendo-a desmaiar. Com a ajuda do seu parceiro colocaram ela no porta malas de um automóvel. Este homem entrou no veículo e foi embora, o outro entrou no carro de Aparecida, o ligou e entrou na estrada que conduzia a cidade de Amora.

No domingo às dezoito horas e quinze minutos enquanto passava o jornal a reportagem na televisão Aparecida ficou desesperada. Ela estava presa em uma sela com quatro metros quadrados. Naquele lugar tinha uma cama de solteiro, uma geladeira pequena, um sofá, no canto à direita tinha uma patente, perto dela estava a pia com uma torneira.

A televisão estava do outro lado das grades, em cima de uma prateleira a dois metros de altura. Chorando, Aparecida desesperada, tentava abrir a porta da cela e falava:

- Papai, mamãe não chorem por causa de minha morte. Eu estou viva!

Naquele momento abriram uma porta de madeira, apareceu na frente dela Gilberto Neves e falou rindo:

- Coitada! Esta moça deve estar sofrendo bastante!

Sem compreender o que estava acontecendo Aparecida falou:

- Senhor Gilberto Neves, por favor, me solte desta prisão.

Aquele homem deu uma gargalhada e falou:

- O meu verdadeiro nome não é Gilberto Neves, mas sim Guiomar Pereira.

Desesperada Aparecida falou chorando:

- O que eu fiz para o senhor mandar dois homens me sequestrar e simulou um acidente, os meus pais pensam que estou morta.

- Você não me fez nada, fiz este plano perfeito para me vingar dos seus pais, falou Guiomar rindo.

- O que o meu pai e a minha mãe fizeram para o senhor, pois deseja se vingar deles? Perguntou Aparecida.

- A vinte cinco anos eu, Vanderlei Gomes e Mara Silva morávamos na cidade de Jaú. Eu me apaixonei pela Mara, mas ela preferiu ficar com o seu pai. E para completar este homem me denunciou aos policiais porque desviei dinheiro do supermercado, respondeu Guiomar.

Furiosa Aparecida falou:

- Lugar de ladrão é na cadeia.

- Eu fiquei preso durante três anos, quando me libertaram fui a outro estado, falsifiquei os meus documentos, estudei, desviei dinheiro de vários burgueses e me tornei um homem rico, falou Guiomar.

Brava, Aparecida falou:

- Droga! Esta sua estória é muito parecida com a peça de teatro que escrevi.

Rindo ele falou:

- A minha vingança foi baseada na sua peça de teatro.

- Mentiroso! Aquele homem louco que sequestrou Aline usou a gargalhada de estimação dela para chamar a atenção da família e deixar pistas de sua armação, falou Aparecida.

Guiomar pegou do bolso direito de sua calça uma gargantilha com um crucifixo e falou:

- Esta joia é um dos seus objetos de estimação!

Furiosa, Aparecida gritou:

- Por favor, devolva o meu cordão!

Guiomar colocou esta jóia no seu pescoço e falou:

- Eu usarei este crucifixo para chamar a atenção de sua família.

- Tonto! Ninguém da minha família percebe que esta jóia é minha, falou Aparecida.

Aquele homem deu uma gargalhada, pegou do bolso esquerdo de sua calça um pedaço de papel e falou:

- Direi as pessoas que uma admiradora secreta me mandou esta poesia: Com A escrevo Amor

Com P escrevo Paixão

No céu, na lua e nas estrelas

Estão escritos o grande amor, que sinto por você

Pois lhe acho um homem especial

Meu querido príncipe encantado!

Sentindo raiva Aparecida falou:

- Fui eu que escrevi esta poesia, o senhor está roubando os meus direitos autorais.

- Acalma-se garota, acho melhor você comer algum alimento que está perto da geladeira, falou Guiomar.

Ao acabar de falar essas palavras ele foi embora, Aparecida ficou desesperada e chorou.

Na segunda-feira cedo, Guiomar se dirigiu a padaria. Ele deixou bem à vista no seu pescoço a gargantilha que pertencia a Aparecida. Sorrindo lia para as pessoas a poesia que recebeu de sua admiradora secreta. O seu Vanderlei ficou abatido com o falecimento de sua filha e não foi trabalhar. O patrão decidiu visitá-lo. Mara estava inconformada com o falecimento de sua filha e chorava. Vanderlei cumprimentou Gilberto Neves, mas estava triste.

Vendo o sofrimento desta família, Guiomar disfarçava, sentiu vontade de rir porque sua vingança foi perfeita. A prisão de Aparecida era na dispensa do sobrado daquele homem que foi construído no subsolo. Depois ele visitou sua prisioneira. Quando a viu falou:

- Garota, se por acaso você desejar comer algum alimento que não está ao seu alcance, por favor, avise-me.

Aparecida odiava aquele homem, disfarçando falou:

-Senhor Guiomar quem era esta mulher que foi enterrada no meu lugar?

- Era uma andarilha da cidade de São Paulo, respondeu Guiomar.

- Assassino! Gritou Aparecida.

- Garota você está enganada, pois nada fiz a aquela mulher, foram os dois homens que eu contratei que a eliminaram, falou Guiomar.

Algumas lágrimas saíram dos olhos de Aparecida quando falou:

- O senhor deve ter pagado bastante dinheiro para o meu dentista falar que a arcada dentária daquela mulher era minha.

- Eu entreguei para aquele mentiroso apenas cinco mil dólares, falou Guiomar.

- Quando eu sair deste lugar darei uma surra naquele homem, falou Aparecida.

- Você nunca o encontrará porque ele me falou que vai fugir com a sua amante, falou Guiomar.

Apavorada Aparecida falou:

- Aquele incompetente vai abandonar a esposa e os dois filhos pequenos.

- Fabricio sabe aproveitar a vida, falou Guiomar.

No dia seguinte cedo as pessoas ficaram inconformadas, pois o dentista abandonou sua esposa e os dois filhos.

Às dez horas Felipe se dirigiu ao escritório de Sidnei, quando ficaram sozinhos na sala ele falou:

- Meu amigo, por favor, me diga que eu estou maluco, pois tenho certeza que a gargantilha que está no pescoço do senhor Gilberto Neves é de Aparecida Gomes.

Sidnei ficou intrigado e falou:

- Aparecida Gomes está morta, no domingo nós fomos no velório dela. O dentista que reconheceu a arcada dentária dela nesta madrugada fugiu com outra mulher.

Surpreso Felipe falou:

- Então este homem pode ter mentido, talvez alguém deseja se vingar de Aparecida.

- Precisamos pegar as impressões digitais do Gilberto Neves para verificarmos a sua verdadeira identidade.

Os dois rapazes saíram do escritório e foram procurar aquele homem. Na praça em frente a padaria ele estava sentado em um banco fumando cigarro. Felipe disfarçou e comprou um maço de cigarros no bar. Então se aproximaram de Gilberto, como estavam fingindo que fumaram cigarros começaram a conversar com ele. Passados três minutos ofereceram cigarro ao novo amigo. Gilberto aceitou, com a mão esquerda segurou o maço e a direita pegou o cigarro. Depois de alguns minutos se despediram dele, afobados foram à delegacia.

Felipe era amigo de um detetive da polícia, com calma contaram que estavam desconfiados que o dentista tinha mentido quando confirmou que a arcada dentaria daquele cadáver era de Aparecida. Sidnei pediu para analisar as impressões digitais de Gilberto Neves, pois ele era o principal suspeito dessa possível armação. O detetive mandou o maço de cigarros ao laboratório, dentro de vinte e quatro horas ficaram sabendo de quem eram aquelas impressões digitais. No dia seguinte às oito horas Felipe e Sidnei retornaram à delegacia porque o detetive havia telefonado para eles. Após se cumprimentarem o detetive falou:

- Gilberto Gomes está usando identidade falsa, as impressões digitais do maço de cigarros pertencem ao Guiomar Pereira. Aquele homem é louco, já faz mais de seis meses que ele fugiu do sanatório.

Aparecida ficou à noite inteira acordada, então teve uma ideia de acabar com aquele pesadelo. Guiomar havia deixado algumas roupas na prisão para ela vesti-la, se tivesse vontade. Às sete horas colocou um vestido e calçou um par de sandálias. Assim que lavou o seu rosto penteou os cabelos, para completar passou batom nos seus lábios. Às sete horas e trinta minutos Guiomar foi visitá-la, quando o viu sorrindo falou:

- Bom dia Guiomar!

Espantado ele perguntou:

- Nossa! O que aconteceu que você está tão feliz?

- A sua presença me traz muita alegria, respondeu Aparecida.

- Garota pare de contar mentiras, falou Guiomar.

- Guiomar, estou com vontade de comer torta de presunto com muçarela e bolo de chocolate, falou Aparecida.

Bravo Guiomar falou:

- Eu sou um homem muito ocupado, mas como sou um cavaleiro atenderei o seu pedido.

- Por favor, traga uma garrafa de champanhe, falou Aparecida.

- Com licença garota, vou precisar ir à padaria comprar esta comida, falou Guiomar.

Passados vinte e cinco minutos aquele homem retornou ao local onde Aparecida estava presa sorrindo falou:

- Garota se sente na cama para eu poder abrir a porta.

Ela obedeceu às ordens de Guiomar, ele pegou o chaveiro do bolso direito de sua caça e com uma chave abriu a porta da sela. Ele colocou três sacolas plásticas no sofá. Sorrindo Aparecida perguntou:

- O senhor aceita tomar café da manhã junto comigo?

Ele pensou um pouco e respondeu:

- Como você é uma garota bonita aceito o seu convite.

Sorrindo, Aparecida pegou das louças sujas dois copos, dois pratos e dois garfos, os lavou na pia e os colocou sobre a cama. Ela abriu as três sacolas, pegou um prato plástico com a torta, na outra tinha uma bandeja pequena com o bolo de chocolate e na última a garrafa de champanhe. Sorrindo Aparecida falou:

- Guiomar, por favor, abre o champanhe.

Irritado ele pegou a garrafa de champanhe e a abriu, depois a entregou para Aparecida. Ela colocou esta bebida nos dois copos, então o convidou para comer os alimentos deliciosos. Guiomar comeu um pedaço de torta e outro de bolo, animado tomou dois copos de champanhe. Passados alguns minutos ele falou:

- Eu estou me divertindo com a sua companhia, mas preciso ir porque tenho vários compromissos.

Rapidamente Aparecida se levantou da cama, abraçou aquele homem e falou:

- Meu amor, você é o dono do meu coração!

Confuso Guiomar falou:

- Garota desde domingo estou com vontade de beijar a sua boca.

Aparecida deu um chute que acertou no estômago do carrasco. Enquanto ele ficou gemendo de dor, ela pegou o chaveiro para abrir a porta da cela. Apavorada pegou a primeira chave e não conseguiu abri-la, a segunda tentativa também foi negativa. Na terceira chave conseguiu abrir a porta, como Guiomar havia melhorado correu atrás de Aparecida e a derrubou no chão. Desesperada ela falou:

- Por favor, Guiomar não me machuque.

Rindo aquele homem pegou o canivete que carregava na cinta, o abriu e falou:

- Garota eu te libertarei dos sofrimentos deste inferno.

Guiomar queria enfiar o canivete no coração de Aparecida, neste momento abriram a porta de madeira. O detetive Alfredo pegou o seu revólver, deu um tiro que acertou na mão direita do bandido antes que ele machucasse a moça. Ele gritou porque sentiu dor e foi preso pelo policial. Felipe quando viu Aparecida deitada no chão, se abaixou e falou:

- Aparecida eu tinha certeza que você estava viva.

Ela abraçou o Felipe e falou:

- Felipe eu tive tanto medo que aquele homem fosse me matar.

O detetive chamou o delegado para vir naquela casa. Junto com os policiais vieram duas ambulâncias, Aparecida e Guiomar foram levados ao hospital. Sidnei telefonou aos jornalistas que trabalhavam no jornal, rádio e televisão e os avisou sobre esta notícia impressionante. Josiane, Rodrigo, Mara e Vanderlei ficaram surpresos e felizes quando souberam que Aparecida estava viva. Eles se dirigiam ao hospital para verem a moça. Quando viram Aparecida emocionados se abraçaram e ficaram felizes. Apesar do susto o médico confirmou que ela estava boa, mas precisou ir à delegacia depor e voltou para a sua casa. Guiomar assim que recebeu o atendimento médico foi transferido ao sanatório.

Esta notícia foi divulgada em todo o Brasil, os jornalistas comentaram que Sidnei desconfiou que Aparecida estava viva. Sidnei por ser o herói muitas fãs queriam manter contato com ele.

Na segunda-feira às dezoito horas e trinta minutos Aparecida retornou a faculdade. Emocionada viu Felipe e entregou um cartão com esta poesia.

Felipe agora que estou olhando nos seus olhos

Perderei o medo e confessarei

Como o amo demais

Enquanto estava naquele pesadelo

A única coisa que eu queria

Era poder vê-lo pessoalmente

Para poder abraçá-lo e beijar a sua boca!

- Aparecida eu também estou apaixonado por você, falou Felipe.

Felizes os dois se abraçaram e beijaram-se.




Conto escrito por
Tânia Tonelli

Produção Four Elements
Marcos Vinícius da Silva
Melqui Rodrigues
Hugo Martins
Cristina Ravela



Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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