0:00 min       DESEJO SECRETO     MINISSÉRIE
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WEBTVPLAY ORIGINAL APRESENTA
DESEJO SECRETO


Minissérie de
Lucas Oliveira

Baseado na obra de
J. Gaspar

Capítulo 07 de 07

Personagens deste Capítulo:

ANINHA
AURÉLIO
BENTINHO
DITA
LAURO
MANECO
MARLENE
OLGA
PADRE TIDE
REBECA

Participação:

PIPOQUEIRO
PRESIDIÁRIO
REPÓRTERES



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CAPÍTULO 07
(Último Capítulo)

 

CENA 01. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Continuação imediata do capítulo anterior. Marlene tenta puxa o revólver do colo de Maneco, mas ele a empurra.

AURÉLIO: (Irado) Enlouqueceu?

Aurélio dá um tapa na cara de Marlene, que cai no chão.

AURÉLIO: (Cheio de ódio) Sua vagabunda!

Aurélio pega Marlene pelos cabelos e a joga contra parede. Ele a segura pelo braço e aponta o revólver para cabeça dela.

AURÉLIO: (Sangue nos olhos) Agora você vai ver quem sou eu de verdade, sua vadia!

Os dois colados. Olhos fixados um no outro. Clima tenso.

MARLENE: Você não seria capaz de fazer isso!

Respiração ofegante de ambos.

AURÉLIO: (Leve sorriso) Eu sei bem o tipo de mulher que você é e do que você gosta! Fomos unidos pelo mau-caratismo, Marlene! Falamos a mesma língua!

MARLENE: Você é louco!

AURÉLIO: Eu? E quem é que está trêmula, arrepiada, toda excitada de prazer agora?

Aurélio sorri maliciosamente. Ele começa a deslizar o revólver pelo corpo de Marlene.

MARLENE: (Provocativa) Desgraçado!

Aurélio dá outro tapa na cara de Marlene.

AURÉLIO: Cala essa boquinha! Você já falou demais hoje!

Aurélio enfia o cano do revólver dentro da boca de Marlene. Ela começa a chupar e lamber de forma sensual. Eles se olham fixamente. Aurélio cospe na cara dela.

AURÉLIO: (Atiçado) Você é uma puta, Marlene! Você não passa de uma puta!

Aurélio retira o revólver da boca dela, a beija e ela corresponde. Ele arranca o vestido dela bruscamente e a joga no chão. Os dois transam de forma feroz e desvairada. CORTE PARA/

CENA 02. VENDA DE FERNANDO. INT. DIA.

Aninha abre a porta da venda e respira fundo.

ANINHA: (Confiante) Chegou a hora do recomeço!

Aninha começa a abrir algumas caixas de frutas e verduras. Olga entra.

OLGA: Bom dia!

ANINHA: Oi, Olga.

OLGA: Desculpe. Eu vi a venda aberta e resolvi dar uma olhada. Que bom vê-la aqui novamente, Aninha!

ANINHA: É... A família da Rute me acolheu de uma forma admirável. Porém, de um jeito ou de outro eu teria que encarar minha nova realidade, então não teria motivos para adiar ainda mais.

OLGA: Fico feliz que pense assim. Lamento profundamente tudo que aconteceu, mas pode contar comigo sempre que precisar!

ANINHA: Fico muito grata!

OLGA: O Fernando é quem saiu perdendo. Trocar você pela Rute/

ANINHA: (POR CIMA) Por favor, eu não quero mais falar nesse assunto! A partir de hoje a venda do Fernando será minha! Vai querer comprar alguma fruta?

OLGA: Posso te dá um abraço?

ANINHA: É claro!

Olga a Aninha se abraçam calorosamente. Clima harmônico. CORTE PARA/

CENA 03. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Marlene e Aurélio deitados no chão, seminus. Ele fuma um charuto.

AURÉLIO: E agora, Marlene? O que eu faço com você?

MARLENE: Me esquece e segue a tua vida! Eu não tenho dinheiro, nem mais nada pra te oferecer!

AURÉLIO: E nós dois?

MARLENE: Foi bom relembrar os velhos tempos. Esse teu lado bruto, selvagem... Mas agora eu estou em outro momento. A inocência me atiça!

AURÉLIO: De quem você está falando?

MARLENE: Do meu primo, Bentinho. Um tímido e seminarista que eu tirei a virgindade. É ele a minha diversão do momento.

Aurélio boquiaberto.

AURÉLIO: Eu nem deveria me surpreender, mas não consigo. Você usa as pessoas como bem entende só pra satisfazer seus desejos, seus prazeres. Cuidado, você pode se queimar!

MARLENE: Não tenho medo de brincar com fogo. O que aconteceu hoje aqui, é uma prova disso!

Marlene se levanta e começa a vestir.

MARLENE: Agora eu vou embora e você; não me procure mais!

AURÉLIO: Eu não tenho direção, Marlene. Eu não tenho quase nada! Eu passei a noite com uma velha para poder conseguir um dinheiro e voltar ao Brasil. Quando o resto do meu dinheiro acabar, eu estou na rua! Você não pode me virar as costas!

MARLENE: Quer um conselho? A solução para os teus problemas está aqui nesse ateliê.

AURÉLIO: Como assim?

MARLENE: A Olga. Eu sou amiga dela há muitos anos. Ela é modista, dona de tudo isso aqui e tem muito dinheiro. Só que é solitária. A Independência financeira dela sempre assustou os homens. Ela nunca me disse, mas a conheço bem. A carência já chegou ao coração dela. Use isso a seu favor, meu caro. Ative seu poder de sedução e nunca mais passará pela sarjeta!

Marlene pega a bolsa e pisca para Aurélio.

MARLENE: Adeusinho!

Marlene sai e bate à porta fortemente. Em Aurélio, sorridente e pensativo. CORTE PARA/

CENA 04. MANSÃO BELMONTE. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Rebeca sentada no sofá. Lauro retira seu chapéu e coloca sobre o sofá.

REBECA: Como foi na fábrica, meu bem?

LAURO: Horrível! Hoje não estou com cabeça nem para me concentrar no trabalho. (T) E a tal da Aninha, já foi para casa?

REBECA: Já sim. Agradeceu e mandou lembranças a você.

LAURO: É uma boa moça. Não merecia isso.

REBECA: Também fico pensando como a Rute/

LAURO: (POR CIMA) Eu já disse que não quero mais ouvir esse nome dentro dessa casa, Rebeca! Para mim, ela morreu! Morreu!

Lauro sai, enfurecido. Dita vem de dentro.

DITA: Agora que Seu Lauro já chegou, eu posso servir o almoço?

REBECA: Pode sim, Dita!

DITA: Com licença!

Dita sai. Rebeca com olhos marejados. CORTE PARA/

CENA 05. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Aurélio sentado na poltrona. Olga entra.

OLGA: Ué, a Marlene já foi embora?

AURÉLIO: Já. Conversamos, resolvermos tudo que tínhamos para resolver e colocamos um ponto final na nossa história.

OLGA: Entendi... E desistiu assim tão fácil do que veio buscar?

AURÉLIO: Eu conheço muito bem a Marlene. Sei quando ela mente e quando fala a verdade. E para ela ter voltado da Europa, realmente foi por falta de grana.

OLGA: E por que ainda está aqui?

Aurélio levanta e se aproxima de Olga.

AURÉLIO: Pra quê voltar para uma pensão tão miserável, enquanto uma mulher tão bonita está aqui sozinha, sem companhia? Resolvi te esperar para ver novamente esse teu sorriso.

OLGA: (Sorridente) Bom, eu nem sei o que dizer.

AURÉLIO: Praticamente já acabou o meu dinheiro. Se você deixar eu ficar aqui, serei muito grato.

Aurélio acaricia o rosto de Olga. Nela, visivelmente mexida. CORTA PARA/

CENA 06. MANSÃO BELMONTE. CORREDOR. INT. DIA.

Bentinho sai do quarto. Marlene passa por ele.

MARLENE: Priminho, que bom te encontrar!

BENTINHO: (Seco) Oi, Marlene.

MARLENE: Quanta formalidade! Por que tanta frieza?

BENTINHO: Eu só não quero mais continuar no erro.

MARLENE: Ah, que pena! Eu iria perguntar se eu poderia passar no seu quarto mais tarde. Estou com tantas saudades dos nossos momentos juntos, primo... Se mudar de ideia, me avise!

Marlene assopra no cangote de Bentinho. Ela sai sensualizando. Bentinho arrepiado. CORTE PARA/

CENA 07. VENDA DE FERNANDO. INT. DIA.

Aninha atrás do balcão. Maneco adentra o local.

MANECO: Será que tem alguma verdura ou fruta fresca por aqui?

ANINHA: (Largo sorriso) Maneco!!!

Aninha corre em direção a Maneco e os dois se beijam intensamente.

MANECO: Vim matar a saudade dessa gostosura!

ANINHA: (Sorri) Safado!

Aninha começa a fechar a porta da venda.

ANINHA: É melhor fechar para que ninguém nos veja.

MANECO: Vamos pra sua casa. Hoje eu quero fazer na cama que você dormia com o Fernando.

ANINHA: Ai, eu não sei. Será que isso é certo?

MANECO: Eu já te falei meu ponto de vista sobre o certo e o errado. Agora estamos livres, Ana. Temos mais é que aproveitar!

ANINHA: Promete que vem sempre aqui ficar comigo?

MANECO: Sempre que você quiser!

ANINHA: Todas as vezes que você vier à cidade, você passa aqui.

MANECO: Combinado! Agora vamos logo para sua casa, que eu estou louco para realizar meu fetiche na cama que você dormia com aquele otário!

ANINHA: Vamos ali pelos fundos!

Aninha segura a mão de Maneco e saem juntos. CORTE PARA/

CENA 08. IGREJA. SACRISTIA. INT. DIA.

Padre Tide em pé. Bentinho sentado, não esconde a aflição.

BENTINHO: Eu não estou mais aguentando, Padre! Se eu não falar com alguém, eu vou enlouquecer!

PADRE TIDE: Calma, Bentinho! Tu sabes que podes contar comigo, num sabes?! Pois então, podes falar o que te atormenta, sem receio.

BENTINHO: Eu estou pensando em largar o seminário.

PADRE TIDE: (Espantado) Meu Deus do céu!

BENTINHO: (Chorando) Eu estou atormentado, Padre! A tentação vive me rondando e o pior é que eu caí nela e gostei. Eu não sei mais o que fazer. Só me resta essa saída!

PADRE TIDE: Tu tens que tirar a tentação do teu caminho, meu filho! Tu não podes dar brecha a ela. Eu não sei que tentação é essa que te aflige, mas ao tirar de tua vida, tu vais se sentir livre novamente para seguir teu caminho.

BENTINHO: Você tem razão, Padre! Eu preciso tomar uma atitude!

Bentinho limpa as lágrimas. Nele, decidido. CORTE PARA/

CENA 09. GRAMADO. EXT. DIA.

Planos gerais. TRANSIÇÃO do DIA para a NOITE. CORTE PARA/

CENA 10. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE BENTINHO. INT. NOITE.

Bentinho abre a gaveta, retira um chicote e se ajoelha em frente a cama.

Ele retira a camisa e começa a se chicotear nas costas, dando várias chicotadas até as marcas aparecerem.

BENTINHO: (Pra si mesmo) Eu não posso mais esperar para colocar um fim nisso tudo. Não posso!

Bentinho ofegante, respira fundo. Ele se levanta, veste a camisa e sai. CORTE PARA/

CENA 11. MANSÃO BELMONTE. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

Mesa posta. Rebeca e Lauro jantam. Dita vem de dentro.

DITA: Hoje eu fiz um pudim de leite delicioso.

REBECA: Eu não quero!

Rebeca tenta levantar, mas fica tonta e derruba um copo no chão.

LAURO: (Assustado) O que foi, meu amor?

Dita segura Rebeca.

DITA: A senhora está se sentindo bem?

REBECA: (Agoniada) Eu tive uma sensação estranha. Como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.

DITA: Respire um pouco e fique calma!

LAURO: Limpe essa sujeira aí no chão, Dita!

DITA: Sim, senhor!

Dita começa a recolher os vidros do chão. Lauro se levanta e abana Rebeca. CORTE PARA/

CENA 12. QUARTO DE MARLENE. INT. NOITE.

Marlene em frente ao criado-mudo, passa um batom vermelho e segura um pequeno espelho.

Um vento forte balança a cortina da janela e uma vela se apaga. Marlene se assusta.

MARLENE: (Pra si mesma) Nossa! Que sensação mais esquisita!

Ouve-se batidas na porta. Marlene se levanta e abre. Bentinho entra.

MARLENE: (Sorri) Bentinho, que surpresa! Sou sempre eu que vou ao seu quarto.

Bentinho fecha a porta e se aproxima de Marlene, a olhando fixamente.

BENTINHO: Só que dessa vez, vai ser diferente!

Bentinho toma o batom das mãos de Marlene e joga no chão. Ele beija Marlene com intensidade,

Os dois caem na cama, envolvidos. Bentinho retira a camisola de Marlene e começa a passar a mão por todo seu corpo.

MARLENE: (Gargalha) Eu sabia que você não iria resistir a mim, meu primo!

Bentinho beija Marlene e coloca as mãos no pescoço dela.

BENTINHO: Eu sinto muito, mas só existe uma forma de acabar com esse meu sofrimento.

MARLENE: (Cai a ficha) Não vai me dizer que...

Bentinho começa a apertar o pescoço de Marlene. Ela arregala os olhos, tenta se desvencilhar. Bentinho aperta ainda mais forte.

BENTINHO: (Grita) EU TE AMO, MINHA PRIMA! EU SEMPRE VOU TE AMAR! MAS NÃO HÁ OUTRA SAÍDA!

Marlene começa a se debater desesperadamente. Bentinho aperta ainda mais forte o pescoço dela.

Marlene falece, totalmente roxa. Bentinho se curva sobre o corpo dela, chorando. CORTE PARA/

CENA 13. GRAMADO. EXT. NOITE.

PANORAMA da pequena cidade. AMANHECE. CORTE PARA/

CENA 14. MANSÃO BELMONTE. FACHADA. EXT. DIA.

Uma multidão em frente ao local. Carros e imprensa estão presentes. Vemos Rebeca e Lauro abraçados, chorando muito. Maneco e Dita ao fundo.

Bentinho sai algemado e escoltado por policiais. Repórteres se aproximam dele.

REPÓRTER 1: Por que você matou a sua prima?

REPÓRTER 2: Qual foi o motivo do crime?

REPÓRTER 3: É verdade que vocês dois mantinham um caso secreto?

Bentinho permanece em silêncio. Ele é colocado dentro da viatura, que avança. CORTE PARA/

CENA 15. GRAMADO. EXT. DIA.

Planos gerais acelerados. Várias TRANSIÇÕES do DIA para NOITE e vice-versa.

LEGENDA: Alguns dias depois...

CORTE PARA/

CENA 16. CASA DE OLGA. QUARTO. INT. DIA.

Olga e Aurélio deitados na cama. Ela com um jornal em mãos.

OLGA: Pelo que diz aqui no jornal, o Bentinho vai ser mesmo condenado. Coitado! Ele jogou a vida fora!

AURÉLIO: E por causa da Marlene.

OLGA: Foi por causa dele mesmo. Ele não precisava ter matado ela. Eu ainda não me conformo que a minha única amiga morreu! É inacreditável!

AURÉLIO: Não se engane, Olga. A Marlene usava as pessoas e estava usando esse rapaz também. Só que ele não tinha a mesma maturidade que eu e você, e deixou se abalar desse jeito. É obvio que ele devia estar completamente perturbado quando fez o que fez.

OLGA: Eu só penso na Dona Rebeca e no Seu Lauro. Espero que eles superem esse escândalo o mais rápido possível. Primeiro foi a Rute que fugiu com um homem casado. Agora a morte da Marlene e um sobrinho assassino.

AURÉLIO: O destino da Marlene já estava traçado. Ela era uma avalanche. Saia destruindo tudo que via pela frente. Mas todo avalanche, mais cedo ou mais tarde, chega ao fim!

OLGA: (Pensativa) Isso é verdade! E eu aconselhei tanto a Marlene... Essa história de um seminarista se envolver com a própria prima, não podia mesmo acabar bem. Eu só espero que ela encontre a paz. E o Bentinho também.

Olga respira fundo e se levanta.

OLGA: Bom, vou me arrumar para ir ao ateliê. Hoje eu ainda tenho muitas encomendas de vestidos para dar conta.

AURÉLIO: Pode ir, sem preocupação! Seu amor vai estar aqui te esperando para te encher de beijos!

OLGA: (Comovida) Ai, que lindo!

Olga dá vários selinhos em Aurélio.

OLGA: Fico tão feliz que você aceita e respeita minha independência, Aurélio. Até mais tarde!

Olga sai, animada e radiante.

AURÉLIO: (Pra si mesmo) Com toda essa mordomia, como não aceitar?! Isso que é vida! Isso que é vida que eu pedi a Deus!

Aurélio se espreguiça na cama, sorridente e satisfeito. CORTE PARA/

CENA 17. PRESÍDIO MASCULINO. CELA. INT. DIA.

Bentinho deitado no chão, recolhido em um canto e abraçado em si mesmo. Um companheiro de cela tenta e aproximar, mas ele se retrai.

Em Bentinho, chorando compulsivamente. CORTE PARA/

CENA 18. CEMITÉRIO. EXT. DIA.

Rebeca em frente ao túmulo onde Marlene está enterrada. Maneco e Padre Tide ao lado. Rebeca coloca flores em cima do local.

REBECA: (Emocionada) Descansa em paz, minha filha! E me desculpa se eu não pude ser uma mãe melhor. Você nunca será esquecida!

Rebeca enxuga as lágrimas.

REBECA: (Contida) Será que um dia o coração duro do Lauro vai perdoa-la? Ele se sente tão envergonhado pelo que aconteceu.

PADRE TIDE: Creio que sim! Deus age no tempo certo, minha querida. Assim como agirá na vida do Bentinho lá naquele presídio. E ele sairá de lá pronto para escrever uma nova história. Tu verás!

REBECA: Que Deus me perdoe, mas eu não quero nunca mais vê-lo na minha frente. E muito menos o Lauro que se decepcionou tanto com o sobrinho que ele tanto amava. Espero ele siga a nova história dele bem longe das nossas vidas!

PADRE TIDE: Deus há de te perdoar, sim! Ele conhece bem a dor da perda de uma mãe.

REBECA: Obrigada pelo apoio e por também ter vindo me acompanhar, Maneco.

MANECO: Pode contar sempre comigo, Dona Rebeca!

Maneco abraça Rebeca fortemente e os três saem caminhando lentamente. Clima melancólico.

A CAM vai se aproximando da lápide onde vemos a fotografia de Marlene. Folhas secas caem por ali e são levadas pelo vento.

FIM


Elenco:

Mariana Ximenes como Marlene

Joaquim Lopes como Bentinho

Juliane Araújo como Rute

Marcos Pitombo como Maneco

Daniel Boaventura como Aurélio

Ary Fontoura como Lauro

Ana Lúcia Torre como Rebeca

Maria Eduarda de Carvalho como Olga

Giordano Becheleni como Fernando

Jacqueline Sato como Aninha

Rosane Gofman como Dita

Carlos Vereza como Padre Tide

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