0:00 min       DESEJO SECRETO     MINISSÉRIE
0:15:00 min    


WEBTVPLAY ORIGINAL APRESENTA
DESEJO SECRETO


Minissérie de
Lucas Oliveira

Baseado na obra de
J. Gaspar

Capítulo 05 de 07

Personagens deste Capítulo:

ANINHA
AURÉLIO
BENTINHO
DITA
FERNANDO
LAURO
MANECO
MARLENE
OLGA
REBECA
RUTE

Participação:

MOTORISTA



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CAPÍTULO 05

 

CENA 01. VENDA DE FERNANDO. INT. DIA.

Continuação imediata do capítulo anterior. Fernando guardando algumas caixas de verduras. Rute entra, esbaforida.

RUTE: Fernando!!!

Fernando se assusta e derruba as caixas no chão.

FERNANDO: Que susto, Rute!

RUTE: A sua mulher...?

FERNANDO: A Aninha saiu. Mas daqui a pouco volta.

RUTE: Eu preciso muito falar com você.

FERNANDO: Estava ansioso por isso.

RUTE: Pois é. Eu pensei muito naquela sua proposta de fugirmos juntos e já tenho uma resposta.

FERNANDO: E qual é?

RUTE: Eu topo, Fernando! Vamos embora daqui!

Fernando abre um largo sorriso, surpreso.

FERNANDO: Não brinca com uma coisa dessa.

RUTE: E eu lá tenho tempo para brincadeiras. Vamos acertar tudo e irmos logo embora daqui!

FERNANDO: Vamos lá nos fundos antes que a Aninha volte.

Fernando pega em uma das mãos de Rute e os dois saem. INTERCALA COM/

CENA 02. VENDA DO FERNANDO. FUNDOS. INT. DIA.

Fernando e Rute se beijam rapidamente.

FERNANDO: Não sabe a felicidade que você me deixou topando ir embora comigo. Eu já não aguento mais tudo isso aqui!

RUTE: Me conta uma coisa: como que a gente vai fazer?

FERNANDO: Deixo uma carta de despedida para a Aninha, pego as minhas economias e vamos para a capital. Lá eu começo a trabalhar na loja de minha irmã. Ela vai arranjar algo para você também.

RUTE: Vai ser melhor assim. Ficar naquela casa depois da volta da Marlene está insustentável! Ela descobriu o nosso caso e me fez uma ameaça velada.

FERNANDO: (Espantado) O quê? A sua irmã sabe da gente?

RUTE: Sabe. Por isso mesmo não podemos mais adiar, Fernando. Vamos embora enquanto é tempo. Eu não vou conseguir passar meus dias acuada, tendo que abaixar a cabeça para ela.

FERNANDO: Então vai, escreve uma carta também para o Maneco e me encontra meio-dia lá na estação do trem. Se você tiver algum dinheiro, coloca na mala.

RUTE: Pode deixar! Agora volta para a venda que eu vou para a casa arrumar tudo.

FERNANDO: Tá. Vamos ser muito felizes juntos, minha linda. Pode ter certeza disso!

Rute sorri. Fernando a beija, visivelmente apaixonado. CORTE PARA/

CENA 03. MANSÃO BELMONTE. COZINHA. INT. DIA.

Dita folheando um caderno. Rebeca entra.

DITA: Ah, foi bom a senhora aparecer, Dona Rebeca!

REBECA: O que foi, Dita?

DITA: Estou em dúvida do que preparar hoje para o almoço. Aí estou vendo esse caderno que tem um monte de receita deliciosa.

REBECA: Prepara qualquer coisa. O clima nessa casa anda tão pesado ultimamente que eu nem estou mais com ânimo para decidir nada.

DITA: Não fica assim, não. Uma hora ou outra tudo se resolve.

REBECA: Deus te ouça, Dita! Deus te ouça!

Rebeca sai, desanimada. CORTE PARA/

CENA 04. CASA DE FERNANDO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Fernando olha em volta, reparando em cada objeto. Ele respira fundo e sorri.

FERNANDO: Nunca vou esquecer do que eu vivi aqui. Mas eu preciso ser feliz de verdade.

Ele pega um caderno sobre a mesa de centro, senta no sofá e começa a escrever. CORTE PARA/

CENA 05. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE RUTE. INT. DIA.

Rute coloca uma mala sobre a cama e coloca várias roupas dentro.

RUTE: Chega de brincar com o perigo. Agora eu vou ser livre de verdade!

Ela fecha a mala e sorri satisfeita. CORTE PARA/

CENA 06. MANSÃO BELMONTE. FACHADA. EXT. DIA.

O motorista está encostado no carro. Rute se aproxima.

RUTE: Me leva até a estação, por favor!

MOTORISTA: A senhora vai viajar, Dona Rute?

RUTE: Isso não te interessa! Você é pago para cumprir as ordens da família. Adianta! Eu estou com pressa!

MOTORISTA: Desculpe.

Rute entra. O motorista coloca a mala no carro e entra. O carro avança. CORTE PARA/

CENA 07. ESTAÇÃO DE TREM. EXT. DIA.

Grande movimentação. Pessoas passando por todos os lados. Fernando por ali, ansioso. Rute se aproxima correndo.

RUTE: Estou aqui, meu amor!

FERNANDO: (Largo sorriso) Rute!!! Já estava agoniado aqui.

Eles se beijam rapidamente.

RUTE: Já comprou nossas passagens, Fernando?

FERNANDO: Sim. Só estava esperando você chegar para entrar.

RUTE: Então vamos logo de uma vez!

Rute e Fernando dão as mãos e sorriem um para o outro.

FERNANDO: Eu te amo!

RUTE: Pode estar certo que eu também!

Eles correm e entram no trem. CORTE PARA/

CENA 08. CASA DE FERNANDO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Aninha entra.

ANINHA: Fernando? Fernando?

Aninha coloca a bolsa sobre a mesa de centro e vê uma carta.

ANINHA: Que estranho! Primeiro a venda fechada nesse horário, agora um bilhete...

Aninha pega a carta, abre e começa a ler. Nela, em choque. CORTE PARA/

CENA 09. MANSÃO BELMONTE. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Marlene sentada, folheando uma revista. Dita desce a escada correndo.

DITA: (Grita) Corre aqui, gente! Venham cá, pelo amor de Deus!

MARLENE: (Assusta-se) Calma, Dita! O que aconteceu?

Rebeca e Lauro veem de dentro, esbaforidos.

REBECA: O que foi, Dita?

LAURO: Que escândalo é esse?

DITA: Eu fui limpar o quarto da Rute e achei esse papel aqui em cima da cama dela.

REBECA: E esse papel é o quê?

DITA: Um bilhete que ela mesma escreveu.

Maneco e Bentinho vem de dentro.

MANECO: Lá de dentro eu ouvi os gritos. Aconteceu alguma coisa?

BENTINHO: Você está bem, tio?

LAURO: Eu estou. Mas parece que a Dita é que não está. Ela viu um bilhete em cima da cama escrito pela Rute. Anda, mulher! Lê isso aí logo de uma vez!

DITA: (Respira fundo) Se acomodem. É melhor vocês se sentarem para não caírem. Vocês nem imaginam o que está escrito aqui.

Lauro toma o papel da mão de Dita.

LAURO: Vou ler logo isso de uma vez por todas!

Todos se entreolham, apreensivos. Clima tenso. CORTE PARA/

CENA 10. RUAS DE GRAMADO. EXT. DIA.

Aninha anda lentamente, chorando de forma descontrolada. Ela olha ao redor, transtornada. CORTE PARA/

CENA 11. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Olga abre a porta. Aninha entra e a abraça.

ANINHA: (Chorando) Olga, eu estou perdida!

OLGA: (Assustada) O que aconteceu, Ana?

ANINHA: O Fernando me abandonou. Ele foi embora com Rute, a filha mais nova do Lauro Belmonte. Eu estou desesperada!

OLGA: (Boquiaberta) Meu Deus! Com a irmã da Marlene...

ANINHA: Eu não sei o que fazer. Eu estou sem chão!

OLGA: (Encarando-a) Calma! Presta atenção: vá até a mansão Belmonte. Lá eles poderão ajudar você. A essa altura, eles também já devem saber que a Rute foi embora. E qualquer coisa, pode contar comigo também!

ANINHA: Você acha mesmo que eu devo ir lá?

OLGA: Imediatamente!

Olga abraça Aninha fortemente. CORTE PARA/

CENA 12. MANSÃO BELMONTE. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Todos sentados, perplexos. Ouve-se batidas na porta. Dita se levanta e abre. Aninha entra. Todos a olham.

ANINHA: (Chorando) Pela cara de vocês, já devem saber do acontecido. Meu marido foi embora com a Rute. Eu fui abandonada!

LAURO: (Seco) Acabei de ler na carta que ela nos deixou.

Marlene se levanta e abraça Aninha.

MARLENE: Oh, minha querida... Fique calma! Não vale a pena sofrer por quem não retribui nossos sentimentos.

MANECO: É inacreditável que a Rute tenha feito isso. Simplesmente foi-se, como alguém que vai à feira. Aliás, ela foi à feira e fugiu com aquele verdureiro safado! Que ódio!

BENTINHO: É muito difícil entender as mulheres, meu amigo.

REBECA: (Chorando) Eu não acredito que minha filha mais nova fez uma coisa dessa.

MARLENE: Ah, minha mãe.... A senhora é tão inocente. Nunca percebeu o fogo que corria por debaixo das saias da minha irmã?! Francamente!

LAURO: (Grita) CHEGA!!!

Todos se assustam. Ele se levanta, enfurecido.

LAURO: A partir de agora não se derrama mais uma lágrima pela Rute nessa casa. E muito menos se cita o nome dela. Se ela quis seguir esse caminho, que siga longe de nós!

REBECA: Mas meu bem/

LAURO: (POR CIMA) Eu não vou deixar meu nome ser manchado na cidade por ter uma filha perdida. Ela está deserdada! Deserdada!

Lauro sai. Rebeca abaixa a cabeça. Aninha chora descontroladamente.

BENTINHO: A moça está tão abalada. Poderia passar a noite aqui, até ficar um pouco melhor.

MARLENE: Ótima ideia, meu primo! Fique conosco, jante mais tarde e depois durma. Amanhã você volta para casa.

ANINHA: Muito obrigada! Realmente hoje eu não teria cabeça para cozinhar. Mas não vou incomodá-los?

MARLENE: De maneira nenhuma. Qual é mesmo seu nome, querida?

ANINHA: Meu nome é Ana, mas todo mundo me chama de Aninha.

MARLENE: Dita, por favor, arrume o quarto de hóspede para a Aninha.

DITA: Pode deixar!

Dita sai. Marlene abraça Aninha novamente. Clima melancólico. CORTE PARA/

CENA 13. ESTAÇÃO DE TREM. EXT. DIA.

Grande movimentação. AURÉLIO (Branco, alto e com uns 45 anos) desce do trem com malas em mãos.

AURÉLIO: (Respira fundo) Chegou a hora de acertar as contas contigo. Me aguarde, Marlene!

Nele, decidido. CORTE PARA/

CENA 14. GRAMADO. EXT. DIA.

Planos gerais. TRANSIÇÃO do DIA para a NOITE. CORTE PARA/

CENA 15. MANSÃO BELMONTE. VARANDA. EXT. NOITE.

Aninha sentada em uma poltrona. Maneco vem de dentro e se aproxima dela.

MANECO: Não comeu quase nada no jantar, Aninha. Não está com fome?

ANINHA: Não. Eu vim olhar um pouco para o céu, a lua, as estrelas...

MANECO: É mesmo uma ótima terapia.

Maneco se senta ao lado dela.

MANECO: Já sabe o que vai fazer daqui pra frente?

ANINHA: O Fernando me deixou a casa e a venda, então eu vou ter que cuidar dela. Será minha fonte de renda para conseguir me sustentar.

MANECO: Se precisar de ajuda, conte comigo!

ANINHA: Você não me parece tão abalado quanto eu. Não gostava da sua esposa?

MANECO: Eu amava a Rute. Mas nós homens temos uma maneira diferente de expressarmos nossos sentimentos.

ANINHA: Eu não entendo. A partida do Fernando me fez desmoronar, sabe?! É como se eu estivesse sem chão.

MANECO: (Olhando-a fixamente) Eu aprendi que não vale a pena sofrer por quem não nos corresponde. A vida é muito curta para perdemos tempo, Aninha!

Maneco começa a alisar o rosto de Aninha. Ela se retrai e levanta.

ANINHA: Eu acho melhor ir para o quarto! O sereno está muito forte e não quero ficar resfriada.

MANECO: Não se iniba por minha causa.

ANINHA: É que eu fico sem jeito. Mas eu fico muito grata pelo apoio e pela gentileza, Maneco. Obrigada mesmo!

Aninha dá um leve sorriso.

MANECO: Imagina! Você fica bem mais linda quando sorri.

ANINHA: Obrigada! Tenha uma boa noite!

Aninha se levanta e sai. Maneco sorri maliciosamente. CORTE PARA/

CENA 16. MANSÃO BELMONTE. COZINHA. INT. NOITE.

Dita lavando os pratos. Rebeca vem de dentro.

REBECA: Dita, já estou indo deitar.

DITA: A senhora ainda vai querer alguma coisa, Dona Rebeca?

REBECA: Não, minha querida. Ah... Vá ao quarto de hóspede e arrume a cama da Aninha. Aquela moça também está muito abalada e precisa descansar logo.

DITA: Eu já acabei os pratos. Vou lá agora.

REBECA: Muito obrigada, querida!

Dita sai. Em Rebeca, pensativa. CORTE PARA/

CENA 17. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE HÓSPEDE. INT. NOITE.

Dita forrando a cama. Aninha em pé.

ANINHA: Quer ajuda?

DITA: Não precisa. Esse é meu serviço.

ANINHA: É que eu sempre fui acostumada a fazer tudo. Ver uma pessoa fazendo as coisas pra mim, me deixa até meio encabulada.

DITA: Esse lençol está do seu agrado?

ANINHA: Está ótimo! Nunca vi roupa de cama tão bonita assim.

DITA: Você é muito jovem, ainda verá muita coisa nessa vida.

ANINHA: Pode ser. Mas sem o Fernando tudo vai ficar mais difícil.

DITA: Isso é verdade. Uma mulher largada não é bem vista pela sociedade.

ANINHA: Só de pensar que eu vou ter que voltar pra cidade, encarar os olhares das mexeriqueiras...

DITA: Pois não pense no futuro. Viva o agora! Descansa e tenta colocar tua cabeça no lugar, menina. Ah... E reza muito! Deus não irá te faltar!

ANINHA: Muito Obrigada, Dona Dita!

DITA: Deus te abençoe, minha filha!

Dita abraça Aninha e dá um beijo em sua testa. Ela sai. Aninha deita na cama, pensativa. CORTE PARA/

CENA 18. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE BENTINHO. INT. NOITE.

Bentinho deitado na cama. Marlene em pé, apenas de camisola.

BENTINHO: Vai para o seu quarto, Marlene! Me deixa dormir, por favor!

MARLENE: (Sensualizando) Ah, primo...Depois de um dia tão agitando como esse, sua Marlene quer te fazer relaxar. Vai recusar?

BENTINHO: Eu já falei que eu não quero mais!

MARLENE: O problema é que sua boca diz uma coisa, mas seu olho fala outra completamente diferente. Eles me devoram!

Ouve-se batidas na porta.

BENTINHO: Quem é?

Bentinho e Marlene se entreolham, apreensivos. CORTE PARA/

CENA 19. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE REBECA E LAURO. INT. NOITE.

Lauro e Rebeca deitados na cama.

LAURO: Eu espero que essa tal de Aninha, não fique aqui por muito tempo.

REBECA: Ela está sofrendo muito. Assim como eu também estou por causa da partida da Ru/

LAURO: (POR CIMA) Eu já disse que não quero mais ouvir o nome desse infeliz dentro dessa casa!

REBECA: Do meu coração, eu não posso arrancar.

LAURO: A gente passou o que passou e ainda vem essa moça nos dar mais despesas. É o cúmulo!

REBECA: Não seja insensível, Lauro!

LAURO: Eu estou sendo sincero. Amanhã todo esse escândalo vai estar na boca do povo. Eu vou ter que ser forte para encarar todo mundo de cabeça erguida!

REBECA: Ninguém te falará nada.

LAURO: Mas vão pensar, Rebeca! Que vergonha, meu Deus! Que humilhação!

Lauro vira para o outro lado e se cobre totalmente com o lençol. Em Rebeca, cabisbaixa. CORTE PARA/

CENA 20. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Olga abre a porta. Aurélio adentra o local, bastante nervoso.

AURÉLIO: Aonde está a vagabunda da sua amiga?

OLGA: (Assustada) Mas... Como ousa invadir meu estabelecimento desse jeito?

AURÉLIO: A Marlene não falou de mim pra você?

OLGA: Eu posso saber quem é o senhor?

AURÉLIO: Eu me chamo Aurélio Marques. Sou o homem que sua amiga fez de trouxa!

Em Olga, espantada. CORTE PARA/

CENA 21. MANSÃO BELMONTE. QUARTO DE BENTINHO. INT. NOITE.

Continuação imediata da cena 18. Bentinho deitado na cama. Marlene em pé. Ouve-se batidas na porta.

BENTINHO: (Apavorado) Ah, meu Deus! E agora? Se for o tio Lauro, nós estamos fritos!

MARLENE: (Baixo) Pergunta quem é.

BENTINHO: Quem é?

MANECO: (OFF) Sou eu, o Maneco. Não precisa ficar com medo, não.

Marlene respira aliviada.

MARLENE: Deixa que eu abro!

BENTINHO: Enlouqueceu?

MARLENE: Ué, ele já sabe da gente, esqueceu?! Pode deixar que eu sei o que estou fazendo!

Marlene abre a porta. Maneco entra.

MANECO: Sabia que você estava aqui, Marlene. Por que não me convidaram para festa?

Marlene fecha a porta.

BENTINHO: Não tem festa nenhuma, Maneco! A Marlene já estava voltando para o quarto dela.

MARLENE: Nada disso. Eu estava quase convencendo o meu priminho de que seria melhor eu ficar para que ele pudesse relaxar. Mas agora que meu cunhado apareceu, tudo ficou ainda mais interessante...

BENTINHO: No que você está pensando, sua maluca?

MANECO: Eu já sei bem o que ela quer. Posso participar da brincadeira?

MARLENE: Eu não me oponho. (Sensualiza) Não precisa ter ciúmes, Bentinho. Não vou deixar nenhum dos dois na mão!

BENTINHO: (Balançado) Não faz isso...

Marlene começa a tirar a camisola. Bentinho admirando-a, babando. Ela deita por cima dele e começa a beija-lo. Maneco vai por trás, segura os cabelos de Marlene com força e rasga as roupas dela. CORTE PARA/

CENA 21. ATELIÊ DE OLGA. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Aurélio sentado no sofá. Olga em pé, entrega uma xícara de chá.

OLGA: Tome esse chá que você vai se sentir melhor.

AURÉLIO: (Pegando) Obrigado!

Olga se senta.

OLGA: Está mais calmo?

AURÉLIO: Estou sim. A senhorita me desculpe. Eu não fui nada cavalheiro ao entrar aqui de uma forma tão bruta.

OLGA: Tudo bem. Mas como sabia do meu ateliê?

AURÉLIO: A Marlene me falava muito de você e dizia que era a única amiga dela aqui em Gramado. Me disse que você é a única estilista e dona de um ateliê na cidade. Aí quando eu cheguei, foi só perguntar a uma pessoa onde ficava o ateliê de Olga e logo me informaram.

OLGA: Realmente a Marlene e eu temos uma amizade de longos anos. Ela não era bem vista pelas outras meninas da cidade na adolescência e eu fui a única que fiquei ao seu lado.

AURÉLIO: Então como ela não te falou de mim?

Aurélio coloca a xícara em uma mesinha. Olga se levanta.

OLGA: A Marlene voltou muito misteriosa da França. Ela não me contou quase nada do que aconteceu por lá. Porém, eu notei que algo estava diferente. Ela disse que depois me contaria, porém nunca mais tocou no assunto.

AURÉLIO: A Marlene e eu fomos mais que um casal. Fomos cúmplices!

OLGA: Cúmplices?

AURÉLIO: Exatamente! Mas ela não foi leal comigo e voltou para o Brasil sem nem olhar pra trás.

Aurélio se levanta.

AURÉLIO: O que ela fez comigo, eu não vou deixar barato! Eu voltei para acertar todas as minhas contas com ela!

Olga boquiaberta. Aurélio firme, decidido. CORTE PARA/



FIM DO CAPÍTULO!


Elenco:

Mariana Ximenes como Marlene

Joaquim Lopes como Bentinho

Juliane Araújo como Rute

Marcos Pitombo como Maneco

Daniel Boaventura como Aurélio

Ary Fontoura como Lauro

Ana Lúcia Torre como Rebeca

Amanda Richter como Olga

Giordano Becheleni como Fernando

Jacqueline Sato como Aninha

Rosane Gofman como Dita

Carlos Vereza como Padre Tide

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