0:00 min       E VAMOS À LUTA!     NOVELA
20:00 min    

WEBTVPLAY APRESENTA
E VAMOS À LUTA!
Novela escrita por
Débora Costa

BASEADA NA OBRA 'A FÁBRICA', DE GERALDO VIETRI
Colaboração
Tainá Andaluz

Revisão de Texto
Cristina Ravela
Marcelo Delpkin

Direção
Wellyngton Vianna

Núcleo
Cyber TV

Personagens desse capítulo
Alex
Alfredo
Amanda
Ângela
Bruno
Camila
Célia
César
Clarice
Daniel
Denise
Eduarda
Erasmo
Fábio
Gabriel
Isadora
Ivan
José
Josivaldo
Juliana
Kira
Liz
Lúcia
Manuela
Marta
Nicolas
Otaviano
Patrícia

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Todos os direitos reservados.
Capítulo 34 de 37

Cena 1/Int./Casa de José/Sala/Dia.

José está sentado, a campainha toca. Lúcia vai atender, abre a porta, Liz entra.

LÚCIA

(sorri) Oi, Liz.

LIZ

(sorri) Oi, Lúcia, eu vim falar com o José.

LÚCIA

Fica à vontade, ele tá ali no sofá, não ficou nem uma hora no quarto.

Liz ri, se aproxima de José.

JOSÉ

Oi, dona Liz, como vai?

LIZ

Agora estou bem, e você?

JOSÉ

Ótimo, em casa sempre é melhor do que em hospital.

LIZ

Que bom porque eu vim te contar uma novidade, e seu coração tem que aguentar.

JOSÉ

É mesmo? O que é?

Liz mostra o documento para José.

LIZ

(sorri) A tecelagem é nossa novamente!

José olha o documento, fica feliz.

JOSÉ

(sorri) Ele assinou, dona Liz! Aquele maldito assinou esse documento.

LIZ

Assinou! Agora tudo volta ao normal, pelo menos nessa parte.

JOSÉ

(feliz) Essa notícia é muito boa mesmo, agora tô até mais aliviado.

Liz se senta ao lado de José.

LIZ

Mas agora que o Alex foi preso, e mesmo se não fosse, eu iria expulsar ele da tecelagem, mas sem ele, fiquei sem um diretor, e eu preciso.

JOSÉ

Logo a senhora arruma outro.

LIZ

Pois é, mas eu já encontrei, José.

JOSÉ

É mesmo? Quem?

LIZ

(sorri) Você.

JOSÉ

(surpreso) Eu?

LIZ

Sim, você, quem mais poderia dirigir aquela tecelagem? Você trabalha lá há muitos anos, sabe de cada detalhe, e eu confio em você.

JOSÉ

(emocionado) Dona Liz, a senhora sabe que eu não sou formado, a vida toda eu fui um dos operários.

LIZ

(sorri) Eu sei de tudo isso, e mesmo assim te acho perfeito para o cargo, você aceita?

JOSÉ

(ri emocionado) Claro que aceito, dona Liz.

Liz abraça José.

JOSÉ

Obrigado, muito obrigado, dona Liz.

Cena 2/Int./Mercadinho/Dia.

Josivaldo entra, apressado.

JOSIVALDO

Dona Manu, o Fábio está aí?

MANUELA

Não.

JOSIVALDO

E a dona Liz?

MANUELA

Também não, mas o que aconteceu?

JOSIVALDO

Poxa, eu preciso falar com um deles urgente!

Fábio entra, Josivaldo se aproxima rapidamente.

JOSIVALDO

Fábio, eu preciso do documento que aquela cobra tem que assinar.

FÁBIO

Que cobra?

JOSIVALDO

A Clarice, rápido, pega lá.

FÁBIO

Eu pego, mas por quê?

JOSIVALDO

Porque eu vou levar para ela assinar.

FÁBIO

Ela aceitou?

JOSIVALDO

Não! Depois explico, pega logo.

FÁBIO

Tá, já tô indo, calma.

Cena 3/Int./Hospital/Quarto de Renato/Dia.

Renato está tentando se sentar, a enfermeira entra.

RENATO

Enfermeira, tem alguma coisa errada, eu não sinto as minhas pernas. Por quê?

ENFERMEIRA

O doutor pode te explicar o motivo, melhor do que eu.

RENATO

(nervoso) Se você sabe eu exijo que me diga o motivo!

ENFERMEIRA

Eu sei... O senhor está paralítico.

Renato fica sério, sem acreditar, fecha os olhos.

RENATO

Isso não é possível... tudo culpa daquela maldita da Clarice! (Pensativo) Enfermeira, eu quero dar queixa contra ela, por tentativa de assassinato.

Renato fica com raiva. 

Cena 4/Int./Mansão Camargo/Sala/Dia.

Josivaldo entra, Clarice se aproxima.

JOSIVALDO

Tá aqui o nosso acordo, você me dá o dinheiro que tá aí, e eu deixo a Denise.

CLARICE

(ri) E você dando uma de bom, falando que não tem preço... Sabia que era um monte de bobagens, todos têm o seu preço.

JOSIVALDO

E o meu tá aí, agora você assina, porque eu já assinei.

Josivaldo entrega o documento para Clarice, que lê.

CLARICE

A quantia é um pouco alta, mas para ver minha filha longe de você, eu pago.

Clarice assina o documento, entrega para Josivaldo.

CLARICE

Amanhã esse dinheiro estará na sua conta.

JOSIVALDO

Acho bom mesmo.

CLARICE

Agora sai daqui, sua presença me enoja.

JOSIVALDO

Digo o mesmo, ex-sogrinha.

Josivaldo sai, Clarice se serve de champanhe. 

Cena 5/Ext./Mais Tarde/Penitenciária/Pátio/Dia.

Os presos estão tomando banho de sol, Alex se aproxima de César.

ALEX

Agora que estamos nesse lixo, quero te dizer que você cometeu um erro ao me entregar.

CÉSAR

Que se dane, não iria dançar sozinho.

ALEX

Você fez para diminuir a sua pena, porque o crime que você cometeu não tinha nada a ver comigo.

CÉSAR

Fiz mesmo, e daí?

ALEX

E daí que você vai sair daqui mais rápido do que pensa.

CÉSAR

Como assim?

ALEX

Vai sair daqui, e vai direto para o cemitério.

CÉSAR

(sério) Está me ameaçando?

ALEX

Não, estou te avisando, e me despedindo de você, adeus, César.

Alex se afasta, César estranha, um homem se aproxima, enfia uma faca na barriga de César. De longe, Alex observa friamente, César cai no chão, está sangrando muito, não tem forças para pedir ajuda, César vai perdendo as forças e morre. Alex acende um cigarro, traga.

ALEX

Não importa quanto tempo leve, a próxima é a minha irmãzinha.

Cena 6/Int./Mercadinho/Apartamento de Fábio/Dia.

Liz e Fábio estão conversando.

FÁBIO

Liz, o José tá comemorando até agora o novo cargo dele.

LIZ

(sorri) Fico feliz em saber, ele merece.

FÁBIO

Verdade.

LIZ

E você, quer ser o novo gerente?

FÁBIO

Não.

LIZ

(séria) Como é?

FÁBIO

Não quero, Liz, estou bem fazendo o que sei, o cargo que conquistei, e não me deram.

LIZ

(brava) Às vezes eu tenho vontade de (faz um gesto que está torcendo algo; nervosa)/

FÁBIO

Que violência, eu hein, madame.

LIZ

(nervosa) Esse seu ego! Você não aceita ser o gerente, porque eu estou oferecendo!

FÁBIO

Isso mesmo, se eu for gerente de alguma coisa, vai ser pelo meu esforço, e isso não é crime.

LIZ

É melhor mudar de assunto, não quero brigar com você.

FÁBIO

Nem eu com você, meu amor.

Josivaldo entra afobado. 

JOSIVALDO

Dona Liz!

FÁBIO

Ê, meu apartamento virou festa? Todo mundo entra sem bater?

Josivaldo entrega o documento para Liz.

JOSIVALDO

A Clarice assinou.

LIZ

Assinou o quê?

JOSIVALDO

O documento que você precisava.

Liz espantada, começa a ler o documento, fica feliz.

LIZ

Como você conseguiu?

JOSIVALDO

Eu falei pra ela que deixava a Denise, se ela me desse dinheiro, ela aceitou e eu disse que ia fazer um documento, um acordo, e ela assinou.

Liz fica muito feliz, abraça Josivaldo, beija o rosto dele, empolgada. 

LIZ

Obrigada! Obrigada! Eu não acredito, é tudo meu de novo!

FÁBIO

E não é que o Josivaldo sabe usar o cérebro.

JOSIVALDO

Engraçado você, claro que sei, não tô na escola à toa.

FÁBIO

Falando nisso, eu preciso ir para a escola daqui a pouco.

LIZ

(séria) Vai ter beijo hoje também? 

FÁBIO

Não, Liz, você sabe que eu não quis beijar a Juliana.

LIZ

Acho bom. (sorri) Eu vou levar isso para o meu tio, e amanhã tiro a Clarice da minha casa.

FÁBIO

Isso eu não perco por nada.

Manuela bate na porta, entra.

MANUELA

Liz, o Alejandro está aí, quer falar com você.

FÁBIO

Mas até aqui esse cara vem encher?

LIZ

Ele veio falar comigo e não com você. (a Manuela) Diga a ele que já vou, obrigada.

Manuela sai, Liz guarda o documento em uma pasta. 

LIZ

Depois de falar com o Alejandro, eu vou até ao hotel falar com o meu tio.

Cena 7/Ext./Mercadinho/Rua/Dia.

Alejandro está esperando Liz, que se aproxima.

LIZ

(sorri) Oi, Alejandro.

ALEJANDRO

(sorri) Oi, desculpa vir aqui, mas eu preciso muito falar com você.

LIZ

Pode falar.

ALEJANDRO

Liz, eu não vou poder ficar mais tempo por aqui, meu empresário marcou alguns shows.

LIZ

Já estava me acostumando ter você por perto.

ALEJANDRO

(sorri) E eu a você, mas tem uma solução.

LIZ

Qual?

ALEJANDRO

Você vem na turnê comigo.

LIZ

(ri) Agradeço o convite, mas não posso, tenho coisas para resolver aqui, e tenho certeza que o Fábio não iria querer ir junto.

ALEJANDRO

Mas o convite é só pra você.

LIZ

Eu sei, mas você sabe que eu estou com ele, seria impossível viajar com você.

ALEJANDRO

É fácil, basta deixar ele e vir comigo.

LIZ

(sorri) Não. Quando você vai?

ALEJANDRO

Não sei ainda, mas sei que será em poucos dias.

LIZ

Venha se despedir de mim quando for a hora, você sabe que eu gosto muito de você.

ALEJANDRO

Mas não me ama...

LIZ

(sorri) Não como você quer, mas amo como amigo, e já que você está aqui, me acompanhe até ao hotel, preciso falar com o meu tio.

Alejandro e Liz saem. 

Cena 8/Int./Mais Tarde/Hotel/Quarto de Carlos/Noite.

Carlos está olhando os documentos assinados por Clarice e Alex, enquanto Liz e Marta observam, aflitas. 

MARTA

Carlos, fala logo, está tudo certo? A Liz já tem as coisas de volta?

CARLOS

(sorri) Sim, está tudo certo, a herança de Geraldo volta para as mãos de Liz.

Liz fica feliz, abraça Marta. 

LIZ

(feliz) Eu não vejo a hora de ir para a minha casa, e depois na tecelagem recontratar a todos que o Alex demitiu.

CARLOS

Só falta a herança do Maurício.

LIZ

Nem faço questão, tio, deixa com o Renato, assim ele me deixa em paz.

MARTA

Você soube o que aconteceu com ele?

LIZ

O quê?

MARTA

Acidentalmente o carro dele deu ré e o atropelou.

LIZ

(pensativa) Acidentalmente?

MARTA

Foi o que a Clarice contou.

LIZ

Pode ter certeza que quem atropelou o Renato, foi ela.

CARLOS

Liz, mudando de assunto, amanhã você sabe que Marta e eu vamos nos casar.

LIZ

(sorri) Sei.

MARTA

E vamos viajar.

LIZ

Eu sei também, e agora que tudo vai voltar ao normal, vocês podem ir tranquilos.

CARLOS

Nem tanto, nós nos preocupamos muito com a Camila.

LIZ

Pode falar para ela voltar pra casa, vou adorar ter ela por perto como sempre foi.

MARTA

(sorri) Obrigada.

LIZ

(feliz) Amanhã tiro a Clarice da minha casa.

Cena 9/Int./Dia Seguinte/Mansão Camargo/Sala/Dia.

Clarice está sentada no sofá, comendo algumas frutas. A campainha toca, a empregada vai abrir. Liz, Fábio, e um policial entram, Clarice se levanta.

CLARICE

Que invasão é essa na minha casa?

LIZ

(sorri) Bom dia, tia, como vai?

CLARICE

Sai daqui, eu estou tomando meu café da manhã e não quero ter uma indigestão. (olha o policial) O que ele está fazendo aqui?

FÁBIO

A indigestão vai começar agora, é melhor parar de comer, porque a polícia estava aqui fora quando a gente chegou.

CLARICE

Por quê?

POLICIAL

Temos uma queixa contra a senhora, por tentativa de assassinato.

CLARICE

(ri) Que absurdo, eu nunca tentei matar nem barata, quem dirá uma pessoa.

POLICIAL

Renato afirma que a senhora o atropelou.

CLARICE

E vocês acreditaram? Ele me odeia, perdeu seu tempo vindo aqui, me faz um favor? Quando sair, leva esses dois também.

LIZ

É você quem vai sair da minha casa, Clarice.

CLARICE

(sorri) Minha casa.

Liz mostra o documento para Clarice, a encara altiva. 

LIZ

Você assinou a anulação do contrato, Clarice, portanto, o que era meu, volta para minhas mãos.

Clarice pega com força o documento da mão de Liz, começa a ler, fica indignada, pensativa. 

CLARICE

Mas eu não assinei nada/ (pensativa; raiva) Não acredito. (as lágrimas escorrem) Aquele miserável me enganou! Isso não é possível...

LIZ

É ruim essa sensação, não é, Clarice? De se sentir uma tola, porque foi passada para trás.

CLARICE

(nervosa) Eu não vou sair daqui!

LIZ

Claro que vai, e se não for por bem vai ser por mal, a polícia está aqui, de qualquer jeito vão te levar, e aliás, eu tenho umas queixas contra a Clarice.

POLICIAL

Se a senhora quiser, pode nos acompanhar e formalizar as queixas.

LIZ

Mais tarde vou até a delegacia, porque agora quero que ela saia da minha casa.

Clarice chora, está com raiva, pega uma faca que estava perto das frutas, aponta para Liz.

CLARICE

(ódio) Eu estou farta de você! (grita) Farta!

Clarice puxa Liz, sem que Fábio ou o policial consigam impedir. Clarice coloca a faca no pescoço de Liz, está nervosa. 

CLARICE

Saiam da minha frente! Ou eu mato a Liz!

FÁBIO

Clarice, fica calma e larga essa faca.

CLARICE

(tom alto; ódio) Eu não quero falar com você! Eu vou levar a Liz comigo, e só vou soltar quando estiver bem longe daqui!

LIZ

Clarice/

CLARICE

(grita) Cala a boca!

Clarice vai se aproximando da porta, segurando Liz como refém, Fábio e o policial se olham, Clarice está atenta.

POLICIAL

Eu não vim sozinho, lá fora tenho reforço.

Clarice se distrai para olhar para fora, Fábio segura a mão de Clarice, que está segurando a faca. Liz tenta se soltar dela, o policial segura Clarice por trás, Liz se solta, mas Clarice, com raiva, faz um corte nas costas e nos braços de Liz, o policial consegue conter Clarice, que grita de ódio.

CLARICE

Isso não vai ficar assim!

O policial leva Clarice. Liz coloca a mão no braço, Fábio está preocupado. 

FÁBIO

Você está bem?

LIZ

Não, está doendo, essa louca não estava brincando.

FÁBIO

Eu vou te levar para o hospital.

Liz e Fábio saem. 

Cena 10/Int./Mais Tarde/Hospital/Quarto de Liz/Dia.

Liz está sentada na cama, Marta entra.

MARTA

(Preocupada) Liz, como você está?

LIZ

Bem, felizmente só levei alguns pontos.

MARTA

Dessa vez a Clarice passou dos limites.

LIZ

Eu acho que ela faria pior se pudesse, ela estava com muito ódio de mim.

A enfermeira entra. 

ENFERMEIRA

Com licença, dona Liz, o doutor pediu para te entregar o resultado dos exames que você fez semana passada.

LIZ

Obrigada.

Liz pega o envelope que a enfermeira entrega para ela. 

ENFERMEIRA

Daqui a pouco o doutor passa aqui para te dar alta, com licença.

A enfermeira sai, Liz abre o envelope. 

MARTA

Esses exames são do que, Liz?

Liz começa a ler o resultado, olha surpresa para Marta, que fica preocupada. 

MARTA

Liz, por favor, fala alguma coisa, o que saiu ai?

LIZ

Marta... Eu estou grávida. (sorri).

Marta fica feliz, surpresa. 

Fim do Capítulo


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