0:00 min       E VAMOS À LUTA!     NOVELA
17:00 min    

WEBTVPLAY APRESENTA
E VAMOS À LUTA!
Novela escrita por
Débora Costa

BASEADA NA OBRA 'A FÁBRICA', DE GERALDO VIETRI
Colaboração
Tainá Andaluz

Revisão de Texto
Cristina Ravela
Marcelo Delpkin

Direção
Wellyngton Vianna

Núcleo
Cyber TV

Personagens desse capítulo
Alex
Alfredo
Amanda
Ângela
Bruno
Camila
Célia
César
Clarice
Daniel
Denise
Eduarda
Erasmo
Fábio
Gabriel
Isadora
Ivan
José
Josivaldo
Juliana
Kira
Liz
Lúcia
Manuela
Marta
Nicolas
Otaviano
Patrícia

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Todos os direitos reservados.
Capítulo 33 de 37

Cena 1/Int./Escola/Sala de Aula/Noite.

Liz está na entrada da sala, encarando Juliana e Fábio, que se aproxima de Liz.

FÁBIO

Liz/

Liz dá um tapa no rosto de Fábio, Juliana se assusta. 

LIZ

(brava) Você não vai falar nada! Porque eu vi! Eu vi você beijando a Juliana!

Fábio coloca a mão no rosto, encara Liz, inconformado.

FÁBIO

Ai! Porque você me bateu? Eu não fiz nada!

LIZ

Ainda por cima é cínico!

JULIANA

(sem jeito) Liz... Realmente, o Fábio não fez nada, eu que fiz, aproveitei que ele estava distraído e beijei ele.

FÁBIO

Ta vendo aí! Agora bate nela e não em mim.

JULIANA

Não precisa partir para a agressão também.

Liz cruza os braços, está nervosa.

LIZ

Ah não? Você sabe que o Fábio é comprometido.

JULIANA

Eu sei... Mas/

LIZ

Mas nada, você agiu errado, eu achei que você era uma pessoa de respeito, mas vejo que não é bem assim.

JULIANA

Ai ta bom, não precisa ficar dando sermão... Foi só um beijo, só isso.

LIZ

(ri debochada) Só um beijo? Você acha que beijar o namorado de outra pessoa, não tem problema?

FÁBIO

Liz, vamos pra casa, já foi mesmo, pra que ficar aqui jogando conversa fora?

Liz dá um tapa no ombro de Fábio.

LIZ

E você cala a boca! Não se mete.

FÁBIO

(com a mão no ombro) Quer parar de me bater! Eu não fiz nada.

JULIANA

Acho melhor os dois irem embora, a escola vai fechar.

LIZ

Eu já estou indo, mas que uma coisa fique bem clara: Namorado não é igual aplicativo de carro compartilhado, eu não divido com ninguém, entendeu?

JULIANA

Entendi.

LIZ

Ótimo, vamos embora, Fábio.

FÁBIO

Eu só vou pegar/

LIZ

(séria) Agora.

FÁBIO

(irritado) Tá bom, madame! 

Fábio sai, Liz encara altiva Juliana. Sai. Juliana suspira com raiva, pensativa. 

JULIANA

Não sei o que ele vê nessa Liz, mulherzinha chata.

Cena 2/Int./Mansão Camargo/Sala/Noite.

Clarice está sentada no sofá, Kira entra preocupada.

KIRA

Por que uma ambulância saiu daqui?

CLARICE

Um acidente terrível com o Renato.

KIRA

(preocupada) O que aconteceu?

CLARICE

Renato estava de saída, arrumando umas coisas no porta-malas do carro, ele deixou o carro ligado, e de alguma forma o carro veio de ré para cima dele, e pelo jeito ele está muito mal.

KIRA

E você está plena assim? 

CLARICE

Não vou chorar por alguém que não vale a pena.

KIRA

Sei...

CLARICE

E como foi na delegacia?

KIRA

Eu fiz a coisa certa, falei a verdade, que Alex matou a Ângela.

CLARICE

Corajosa Kira, mas estúpida. Se Alex é tão perigoso quanto está mostrando ser, agora você pode ser o próximo alvo dele.

KIRA

Eu sei e é por isso que vou voltar para a minha cidade, não tenho mais nada que fazer aqui.

CLARICE

Que pena, eu já tinha me acostumado com você aqui.

KIRA

Antes de ir eu preciso falar com a Liz.

CLARICE

Vai falar o que com ela?

KIRA

É um assunto pendente, só isso.

Cena 3/Int./Dia Seguinte/Casa de José/Sala/Dia.

José entra com a ajuda de Lúcia. Amanda e Gabriel se aproximam alegres.

GABRIEL

Pai! Que bom te ver em casa.

JOSÉ

Oi, filho, é ótimo ter voltado, não gosto de hospital.

AMANDA

E quem gosta né?

LÚCIA

O pai de vocês voltou, mas ainda precisa descansar, vou levar ele pro quarto.

JOSÉ

Que quarto o quê, eu vou ficar aqui na sala.

LÚCIA

Deixa de ser teimoso, Zé! O médico mandou você descansar.

JOSÉ

E qual a diferença de ficar no quarto olhando pra cima, e ficar aqui na sala olhando pra cima também? Nenhuma, e é por isso que vou ficar aqui na sala.

LÚCIA

(brava) Mas nem mula é teimosa assim!

GABRIEL

(ri) Pai, fica um pouco no quarto, vai por mim, eu sei que repouso para quem teve um infarto é algo muito importante.

JOSÉ

(orgulhoso/sorri) Ai, já tá falando igual médico.

AMANDA

Agora você vai para o quarto?

JOSÉ

Tá, eu vou, mas pouco tempo hein.

LÚCIA

O tempo que o médico mandou, vamos logo.

José e Lúcia vão para o quarto.

Cena 4/Int./Hospital/Quarto de Renato/Dia.

Renato está dormindo, a enfermeira está colocando soro para ele, o médico entra. Renato acorda aos poucos.

MÉDICO

Renato, como está se sentindo?

RENATO

Péssimo... Dói quase tudo.

MÉDICO

Você se lembra o que aconteceu?

RENATO

Lembro... Aquela desgraçada... Me atropelou. 

O médico e a enfermeira se olham rapidamente. 

MÉDICO

De quem o senhor está falando?

RENATO

Da Clarice, ela deu ré e me atropelou.

MÉDICO

A informação que nós temos é que o senhor estava arrumando algumas coisas no porta-malas, e o carro estava ligado/

RENATO

Doutor... A menos que tivesse espíritos ali, não tinha como o carro dar a ré sozinho, a Clarice entrou no meu carro, e deu a ré.

MÉDICO

É melhor avisarmos a polícia.

RENATO

Faz isso, eu tô doido para a aquela desgraçada se ferrar. 

Cena 5/Int./Mercadinho/Apartamento de Fábio/Dia.

Liz está se arrumando, batem na porta. Liz abre, fica brava ao ver Kira.

LIZ

(brava) Eu não acredito que você veio até aqui!

KIRA

Eu preciso falar com você.

LIZ

Mas eu não quero te ouvir, eu preciso resolver um assunto importante, então sai daqui.

KIRA

Liz, eu vim em missão de paz.

LIZ

Paz com você é impossível.

KIRA

É sobre o Maurício/

LIZ

(tom alto) Sai daqui!

KIRA

Ele não queria ficar comigo!

LIZ

(séria; presta atenção) O quê?

KIRA

Ele não queria ficar comigo, Liz, eu vivia atrás dele e aproveitei uma oportunidade, e consegui ficar com ele, mas não conseguia ter o Maurício só pra mim, o tempo todo ele só falava de você, o quanto estava arrependido.

LIZ

Por que isso agora?

KIRA

Porque eu estou voltando para a casa, Liz, e me arrependi de ter aumentado as coisas pra você... Na noite que ele morreu, ele estava decidido a contar tudo pra você, ele tinha terminado comigo.

LIZ

(pensativa) Ele queria me contar uma coisa, mas não deu tempo.

KIRA

Era isso, o Maurício iria te contar sobre o nosso caso e pedir perdão.

LIZ

Como se fosse fácil perdoar algo assim...

Kira pega as alianças que Liz deu a ela, coloca na na mão de Liz, para ela segurar. 

KIRA

Maurício te amava, Liz, eu queria que o amor dele fosse meu, mas era impossível com você no caminho... Isso é seu, ele não merece ser odiado por algo que nem teve culpa, eu o tempo todo fiquei atrás dele... Era isso... Até um dia, Liz.

Kira sai. Liz chora olhando as alianças. 

Cena 6/Int./Casa de Josivaldo e Denise/Sala/Dia.

Denise abre a porta, se surpreende ao ver Clarice.

DENISE

(espantada) Mamãe! O que você está fazendo aqui?

Clarice entra, olha a casa com desprezo.

CLARICE

Vim ver você... Francamente, Denise, como você pode trocar nossa casa por esse barraco.

DENISE

Não é um barraco, e se você não gosta, pode ir embora.

CLARICE

(sorri um pouco) Nossa, como você mudou.

DENISE

Não mudei, mas cansei de ouvir suas ofensas.

CLARICE

Vamos sair desse buraco, vamos conversar em um lugar decente.

DENISE

Não posso, tenho que preparar o almoço.

CLARICE

Credo, Denise, você realmente vai virar uma dona de casa, ou melhor, de barraco?

Josivaldo entra, estranha a presença de Clarice. 

CLARICE

(debochada) Fred Flintstone chegou, corre Wilma! Vai pegar os chinelos pra ele. (ri).

DENISE

(nervosa) Para com isso, mamãe!

JOSIVALDO

Deixa ela, Denise, quem sabe essa cobra não morde a língua e morre com o veneno.

CLARICE

Meu veneno só atinge gentinha, igual a você.

JOSIVALDO

(nervoso) Eu não sou obrigado a aturar isso!

CLARICE

Então deixa a minha filha! Ela não merece uma vida miserável dessa!

DENISE

(aflita) Não é nada disso, mamãe! Para com isso.

JOSIVALDO

(alterado) Você acha que eu gosto de ver a minha mulher aqui? Não! Mas um dia vou dar uma vida boa pra ela.

CLARICE

(ri) Quando? Na terceira idade?

JOSIVALDO

(alterado) Eu amo a Denise, e agora ela é minha mulher! 

CLARICE

Eu faria qualquer coisa para se divorciarem.

JOSIVALDO

Qualquer coisa?

CLARICE

O que você quiser, é só falar.

JOSIVALDO

(pensativo; nervoso) Se é para a Denise ter a vida que ela merece, eu topo! Mas quero tudo ali, no branco e no preto, assinado e documentado!

Denise chora.

DENISE

(inconformada) Josivaldo!

Josivaldo pisca para Denise, sem Clarice ver, Denise não entende muito bem, fica mais calma. 

CLARICE

Como será esse acordo?

JOSIVALDO

Eu quero uma quantia em dinheiro, que é o suficiente pra eu estudar, e quando voltar caso com a Denise de novo.

CLARICE

Eu faço acordo, se você sumir, nunca mais voltar!

JOSIVALDO

Você dá o quanto eu pedir?

CLARICE

Se não voltar mais... Sim.

JOSIVALDO

Feito! Hoje mesmo vou lá no cartório e fazer esse documento.

DENISE

Vocês não podem fazer isso!

CLARICE

É para o seu bem, Denise.

Clarice, sai, Josivaldo ri. Denise está brava, sem entender.

DENISE

Pode me explicar, que show foi esse?

JOSIVALDO

Meu amor, agora eu vou ajudar a dona Liz!

DENISE

(sorri um pouco) Como assim?

JOSIVALDO

Ela não precisa da assinatura da sua mãe?

Denise entende, sorri, abraça Josivaldo. 

DENISE

Meu amor! Você foi um gênio, a minha mãe vai assinar o tal acordo.

JOSIVALDO

E vai assinar o que a dona Liz precisa, eu vou lá pedir o documento para o Fábio, e se ela voltar aqui, você finge que tá triste.

Josivaldo beija Denise, sai. Denise sorri, com esperança. 

Cena 7/Int./Delegacia/Sala/Dia.

O delegado traz Alex algemado para a sala.

ALEX

Por que me trouxe aqui?

DELEGADO

Uma pessoa quer falar com você, antes de ser transferido, senta aí.

ALEX

Não quero.

Liz entra, Alex a encara. 

ALEX

Veio rir da minha cara?

LIZ

Não, vim conversar. (ao delegado) O senhor pode nos deixar a sós um instante?

DELEGADO

Tudo bem, mas a porta está sendo vigiada.

O delegado sai.

ALEX

O que você quer?

LIZ

A tecelagem de volta.

ALEX

(gargalha) Nunca.

LIZ

(sorri) Alex... Eu não quero ser baixa como você e ter que apelar.

ALEX

Apelar para o que, sua cretina?

LIZ

(sorri; altiva) Você está sendo preso por ter matado a Ângela, o que já serão uns bons anos de prisão, mas e se essa pena aumentar? O delegado não sabe que você matou o meu pai e o meu marido naquele incêndio criminoso... O delegado não sabe que você roubou dinheiro da tecelagem, e o delegado não sabe que você e seus amigos tiraram tudo de mim com aquele contrato, mas pode ficar sabendo.

ALEX

(sério) O que você quer?

LIZ

Eu já falei, quero a tecelagem de volta, e basta apenas a sua assinatura aqui. (Liz, mostra um documento para Alex) Na anulação do contrato.

ALEX

Você tem muita coragem, Liz... Sabe o que eu sou capaz de fazer e mesmo assim veio me enfrentar.

LIZ

Você está preso, não é mais perigo para ninguém.

Alex ri, debochado, pega a caneta que Liz deu junto com o documento, assina a anulação, empurra a folha para Liz, a encara frio, com raiva.

ALEX

É aí que você se engana, irmãzinha, eu não vou ficar muito tempo na prisão, matei uma cadela vira lata... E quando sair de lá, eu vou me vingar de você.

Liz disfarça, finge não estar assustada. 

LIZ

Você vai ter tempo de sobra para refletir sobre seus atos na prisão, com licença.

Liz vai saindo.

ALEX

(tom alto) Você vai virar cinzas, Liz, igual o seu papai e seu marido.

Liz sai apressada, Alex ri. 

ALEX

Não vai sobrar nada dessa vez, irmãzinha, nem tecelagem, e nem você... Puf, vai virar cinzas. (ri).

Fim do Capítulo


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