0:00 min       E VAMOS À LUTA!     NOVELA
22:00 min    

WEBTVPLAY APRESENTA
E VAMOS À LUTA!
Novela escrita por
Débora Costa

BASEADA NA OBRA 'A FÁBRICA', DE GERALDO VIETRI
Colaboração
Tainá Andaluz

Revisão de Texto
Cristina Ravela
Marcelo Delpkin

Direção
Wellyngton Vianna

Núcleo
Cyber TV

Personagens desse capítulo
Alex
Alfredo
Amanda
Ângela
Bruno
Camila
Célia
César
Clarice
Daniel
Denise
Eduarda
Erasmo
Fábio
Gabriel
Isadora
Ivan
José
Josivaldo
Juliana
Kira
Liz
Lúcia
Manuela
Marta
Nicolas
Otaviano
Patrícia

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Todos os direitos reservados.
Capítulo 13 de 37

Cena 1/Int./Mansão Camargo/Sala/Dia.

Marta está olhando Carlos sem acreditar que ele está ali.

MARTA

(atônita) Seu Carlos, eu não esperava te ver aqui.

CARLOS

(sorri) Isso eu percebi.

Kira se levanta ao ver Carlos, sorri, se aproxima dele, está feliz.

KIRA

Tio Carlos! Que surpresa boa! Estava com saudades.

Kira cumprimenta Carlos com dois beijos no rosto.

CARLOS

(sorri simpático) Eu também estava com saudades, Kira.

KIRA

(sorri) Que coincidência, não é mesmo, Marta? Esses dias falamos de você.

Marta encara Kira com raiva.  

MARTA

É melhor eu ir para a cozinha, com licença.

Marta vai saindo, Carlos a segura levemente pelo braço.

CARLOS

Não, eu preciso falar com você, quero saber como estão as coisas por aqui, e ver a Liz.


KIRA

Eu não vou atrapalhar vocês, estou de saída. Até mais, tio Carlos.

Kira sai, Marta está sem graça.

MARTA

O senhor quer que te sirva alguma coisa?

CARLOS

Para de me chamar de senhor, e de me oferecer coisas, se eu quiser eu vou lá e pego.

MARTA

Então eu vou para a cozinha, com licença.

CARLOS

Não, eu já disse que quero conversar com você, mas com a Marta que eu conheço, e não com essa que me trata como se eu fosse estranho.

MARTA

É que você me pegou de surpresa, não esperava que você viesse.

CARLOS

Eu não quis avisar, eu vim para ajudar a Liz, sei bem o tipo de cobra que minha sobrinha vai enfrentar, então resolvi vir e ficar por um tempo.

Marta olha Carlos.

MARTA

É mesmo?

CARLOS

É, e não quero que me trate como se não fossemos íntimos.

MARTA

Não somos mais.

CARLOS

Porque você não quis, me deu um pretexto sem vergonha, e me deixou, mesmo sabendo o quanto eu te amo.

MARTA

Você sabe que não iria dar certo, as pessoas que você convive iriam nos olhar e ver: A empregada e o advogado.

CARLOS

E daí? Eu nunca me importei com isso, pra mim você é a mulher da minha vida, não importa o que faz ou deixa de fazer.

MARTA

Você fala como se isso ainda fosse presente.

CARLOS

Porque é! Eu ainda te amo, e ainda quero ficar com você.

MARTA

(desconcertada) Carlos, eu tenho coisas para fazer, fique à vontade, depois peço para arrumarem o quarto de hóspedes para você.

CARLOS

Tudo bem, mas eu quero saber se você ainda me ama.

MARTA

Carlos/

CARLOS

Só diz: Sim ou não.

MARTA

(pensativa, sem graça) Sim.

Marta vai rapidamente para a cozinha, Carlos sorri feliz.

Cena 2/Int./Tecelagem Santa Isabel/Administração/Escritório de Liz/Dia.

Liz está vendo alguns tecidos, Alex entra.

ALEX

Liz, posso falar com você?

LIZ

Se você veio para discutir: Não.

ALEX

Não, eu vim em missão de paz.

LIZ

Se é assim... Pode falar.

ALEX

Eu sei que não agi bem desde quando você veio, mas fui movido pelo estresse, as coisas não estavam fáceis aqui, e acabei me descontrolando. 

LIZ

E fazendo muita coisa errada aqui dentro, principalmente com os operários.

ALEX

Eu sei, e peço desculpas por tudo, a minha intenção é que tenhamos um bom convívio, afinal nós administramos a tecelagem juntos.

LIZ

Isso é verdade, e o meu pai sempre confiou em você, ele sabia da sua capacidade.


ALEX

Sim, Geraldo e eu sempre nos demos bem, nossa relação era como se... Fossemos, pai e filho.

LIZ

(sorri um pouco) Eu sei. (suspira) Está bem, Alex, você está perdoado, eu entendo que o estresse realmente mexe com a nossa cabeça.

Alex estende a mão para Liz, a olha nos olhos, sorri cínico. 

ALEX

Amigos de novo?

Liz fica um pouco pensativa, aperta a mão de Alex.

LIZ

(sorri) Amigos.

ALEX

Ótimo, a partir de agora tudo vai ser diferente, estamos juntos na administração, pode contar comigo para qualquer coisa.

LIZ

Obrigada.

ALEX

Não vou mais te atrapalhar, e também tenho coisas à fazer, com licença.

Alex sai, Liz volta a olhar os tecidos. 

Cena 3/Int./Tecelagem Santa Isabel/Administração/Escritório de Alex/Dia.

Ângela está aflita, andando de um lado para o outro, Alex entra, fecha a porta, encosta nela.

ÂNGELA

(curiosa) E aí?

ALEX

Ela caiu como uma idiota no papo do arrependimento. (gargalha).

ÂNGELA

(feliz) Eu te disse, meu querido!

Alex e Ângela se beijam com desejo.

ALEX

Agora vai ser fácil tirar a boa impressão que esses analfabetos tem da Liz, e muito mais fácil, tirar a tecelagem dela.

Ângela sorri maldosa aprovando a atitude de Alex.

Cena 4/Int./Tecelagem Santa Isabel/Entrada/Dia.

Josivaldo está esperando alguém, Juliana entra, trazendo uma pasta na mão.

JOSIVALDO

Oi professora.

JULIANA

(sorri) Oi, aqui está o seu trabalho.

JOSIVALDO

Valeu professora, eu vou fazer e te entrego hoje mesmo.

Fábio se aproxima.

FÁBIO

Juliana, tudo bem?

JULIANA

(sorri) Tudo sim, e com você?

FÁBIO

Bem, o que você veio fazer aqui?


JOSIVALDO

Ontem eu esqueci o meu trabalho em cima da mesa, e ela me trouxe.

FÁBIO

Entendi, e me fala uma coisa, como é essa aula que você dá?

JULIANA

Depende de onde a pessoa parou de estudar, ou então se preferir pode começar do zero.

FÁBIO

(sorri) Com o Josivaldo foi do zero né?

JOSIVALDO

Quase isso.

JULIANA

Fico feliz em ver o seu interesse, Fábio, se você quiser, pode passar na escola que te dou mais detalhes.

FÁBIO

Foi só curiosidade, e Josivaldo, vamo logo volta a trabalhar, até logo professora.

Josivaldo e Fábio entram, Juliana sorri pensativa. 

Cena 5/Int./Mais Tarde - Lanchonete/Noite.

Eduarda e Liz estão sentadas em uma das mesas, tomando um lanche.

EDUARDA

Liz, eu não sei mais o que fazer com a minha filha, ela me enfrenta todos os dias, está revoltada porque a tirei da boa vida.

LIZ

Mas ela sabe que o pai dela não vale nada?

EDUARDA

Ela sabe o necessário, Liz, não sabe o quanto sofri antes e durante o meu casamento, e acho que ela não precisa saber.

LIZ

Eu acho que sim, se bem é capaz dela pensar que é mentira.

EDUARDA

E ainda tem isso, porque para a Patrícia, o pai dela é um santo e eu um demônio.

LIZ

Sinto muito que você esteja passando por isso.

EDUARDA

(sorri) Agora termina de me contar sobre o beijo que deu no Fábio.

LIZ

(sorri um pouco) Foi ele que me beijou, e eu nem esperava.

EDUARDA

Mas você gostou, não gostou?

LIZ

Gostei... E isso que é estranho, nós vivemos brigando, não nos damos bem.

EDUARDA

Pra mim, vocês gostaram um do outro assim que se conheceram, mas estavam tão ocupados brigando, que nem perceberam.

LIZ

(ri) Ai Eduarda, que bobagem.


EDUARDA

Eu vou torcer por vocês.

LIZ

(sorri) Assim como eu torço por você e pelo Erasmo.

EDUARDA

 Tem que torcer muito mesmo, porque nunca vi tanta timidez em uma pessoa só.

Liz e Eduarda riem. 

Cena 6/Int./Casa de José/Noite.

Lúcia, José, Amanda, Gabriel, Ivan, Isadora, Nicolas, estão reunidos falando alto.

JOSÉ

(tom alto) Ô gente! Pera ai né, eu tô aqui tentando falar e ninguém deixa.

LÚCIA

(aflita) Falar o que, Zé? Que vai demorar um tempão pra recuperar nossas coisas? Isso todo mundo já sabe.

GABRIEL

Eu falei que pode pegar o dinheiro do benefício, e comprar tudo novo, que eu me viro com a faculdade, mas o pai não quer.

JOSÉ

Não mesmo, e olha só, vão me deixar falar ou não?

AMANDA

Fala de uma vez, pai!

JOSÉ

Eu tenho duas notícias boas, e vou começar pela notícia que tenho para a Isadora.

ISADORA

(estranha) Pra mim?

JOSÉ

É, amanhã você vai começar a trabalhar na tecelagem.

ISADORA

Ué, e fazendo o que?

JOSÉ

Vai ser assistente do Seu Alfredo.

ISADORA

Olha só/

JOSÉ

Você e pronto, porque aqui ninguém fica nas minhas custas não.

LÚCIA

E qual é a outra coisa boa?

JOSÉ

(sorri) Hoje a dona Liz me chamou na sala dela, e me disse que por trabalhar lá há bastante tempo, que ia me dar mais uma parte do benefício, e ela deu uma quantia que dá para comprar tudo o que a gente perdeu! 

José feliz comemora com a família, a felicidade contagia a todos que se abraçam, Lúcia beija José, Nicolas e Ivan aproveitam para abraçar Isadora.

LÚCIA

(feliz) Eu não acredito, meu amor! Que coisa maravilhosa!

AMANDA

(feliz) Eu vou contar para o Arthur!

JOSÉ

Vai nada, essa hora, não é hora de falar com Arthur nenhum.

GABRIEL

(ri) Tudo pra ela é motivo de falar com o Arthur.

AMANDA

(cruza os braços) E qual o problema? Ele é meu namorado!

LÚCIA

A Amanda tem razão. E vamo parar com a briga, porque eu tô muito feliz, até quero agradecer a Liz.

JOSÉ

Eu também, e por isso a gente convidou ela para o pagode.

LÚCIA

Ficou doido? Uma mulher fina daquela, em pagode no meio da rua.

JOSÉ

O que tem? Ela aceitou e vai vir.

IVAN

Tô doidinho pra ver a Dona Liz sambando.

NICOLAS

Daí é você quem dança quando ela te demitir.

JOSÉ

(ri) Isso mesmo, olha o respeito hein.

José vê Amanda falando no celular, toda feliz, pega o celular da mão dela.

JOSÉ

(ao telefone) Boa Noite, Arthur. (desliga).

AMANDA

(brava) Pai!

JOSÉ

Pai nada, vai jantar.

Lúcia encara José o reprovando, José sorri para Lúcia, manda um beijo. 

Cena 7/Ext./Rua./Noite.

Kira está caminhando, vê Fábio, sorri maldosa, se aproxima dele.

KIRA

(sorri) Boa noite, Fábio, como vai?

FÁBIO

Oi, bem e você?

KIRA

Melhor agora, eu estava dando uma volta, não conheço ninguém por aqui, e cansei de ficar dentro de casa, você deve conhecer muitos lugares legais.

FÁBIO

Não muitos, e onde eu vo, você não deve gostar de ir.

KIRA

Eu adoro conhecer lugares novos, que tal você me levar para sair agora? Garanto que você vai se divertir muito e não vai se arrepender.

Kira olha sedutora para Fábio.

FÁBIO

Não dá, eu tô cansado, trabalhei o dia todo, a única coisa que quero agora, é comer e dormir.

KIRA

Vai me dizer não mesmo?

FÁBIO

Vou, to cansado mesmo, até logo.

Fábio se afasta, Kira fica séria, com raiva.

Cena 8/Int./Mansão Camargo/Sala/Dia.

Carlos está sentado no sofá, Liz entra, fica feliz ao ver Carlos, que se levanta, Liz corre para abraçá-la.

LIZ

Tio! Que bom te ver!

CARLOS

(sorri) Digo o mesmo Liz, que saudade de você!

LIZ

(feliz) Não te vejo há anos.

CARLOS

Eu resolvi aparecer, e olha, se prepara, eu vim para passar um tempo com você, para te ajudar no que for preciso.

LIZ

Você não sabe como é bom ouvir isso, tio. 

Camila entra, Carlos a olha.

CAMILA

(sem graça) Boa noite, desculpa atrapalhar vocês.

LIZ

Não atrapalha em nada, você conhece o meu tio?

CAMILA

Não.

LIZ

Esse é Carlos, meu tio como já disse. (a Carlos) E essa é Camila, filha da Marta.

Carlos fica surpreso ao saber que ela é filha de Marta. 

CAMILA

Prazer, Seu Carlos, eu preciso ir, tenho que estudar muito para a prova de amanhã, se eu soubesse que direito era tão complicado, teria escolhido outro curso.

CARLOS

Eu sou advogado, se precisar de minha ajuda para estudar, estou à disposição.

CAMILA

(sorri) Olha que eu aceito sua ajuda.

CARLOS

(sorri) Conte com ela.

CAMILA

Obrigada, eu vou indo, boa noite.

Camila vai para a cozinha, Carlos fica pensativo. 

LIZ

Algum problema, tio?

CARLOS

Não... Não sabia que Marta tinha uma filha, quantos anos ela tem?

LIZ

Acho que uns 20.

Carlos fica pensativo.

LIZ

Tio, a Clarice já te viu aqui?

CARLOS

Felizmente não tive o desprazer de me encontrar com ela.

Liz sorri.

Cena 9/Int./Apartamento de Eduarda/Sala/Noite.

Eduarda entra, acende a luz, se assusta ao ver César sentado no sofá.

EDUARDA

César! O que você está fazendo aqui? Como entrou?

César se levanta, se aproxima de Eduarda. 

CÉSAR

Eu disse para o porteiro que sou seu marido, e que queria te fazer uma surpresa.

EDUARDA

(nervosa) Ex-marido! E eu vou falar isso para a síndica! Aposto que você deu dinheiro e ela aceitou!

CÉSAR

(sorri) Calma, não precisa ficar assim.

EDUARDA

Vai embora antes que a Patrícia te veja aqui.

CÉSAR

Eu preciso falar com você.

EDUARDA

Sobre o que? Porque a vida toda você nunca conversou comigo como se deve.

CÉSAR

Eu sei que errei muito, mas eu estou arrependido, e quero reatar o nosso casamento.

Eduarda ri incrédula, se afasta de César.

EDUARDA

Você continua sendo o mesmo prepotente de sempre, e o maior cara de pau que conheço. Então depois de me levar a falência, de me trair, de me humilhar, você quer voltar? Assim, como se nada tivesse acontecido?

CÉSAR

Duda, eu te amo, meu amor, quero que você volte pra casa com a nossa filha.

EDUARDA

A filha que você nunca quis, lembra quando eu te disse que estava grávida e você disse que seu amigo poderia fazer um aborto em mim? Eu nunca esqueci.

CÉSAR

Eu sei que errei, mas te quero de volta.

EDUARDA

Alguma você aprontou... Sai daqui e não volta nunca mais.

Eduarda abre a porta.

EDUARDA

Sai.

César se aproxima de Eduarda, a olha nos olhos, a desafiando. 

CÉSAR

Você sabe que eu consigo tudo o que eu quero, não sabe?

EDUARDA

Sei sim, infelizmente te conheço bem.

CÉSAR

Então você sabe que não vou desistir.

César sai, Eduarda bate a porta, fica com vontade de chorar, nervosa. 


Cena 10/Int./Apartamento de Fábio/Noite.

Fábio está deitado, pensativo, pega o celular, abre um aplicativo de mensagens, procura o contato de Liz, encontra, fica pensativo.

FÁBIO

Desce da nuvem, Fábio, ela não quer falar com você.

Fábio se levanta, pensativo, olha o celular, decide mandar uma mensagem para Liz.

FÁBIO

(enquanto escreve) “Boa noite.”

Fábio fica esperando a resposta se senta na cama. 

FÁBIO

Ela não vai responder.

Fábio recebe uma mensagem de Liz.

FÁBIO

(lê em voz alta) “Olha só! Você conhece boas maneiras, boa noite.” 

Revira os olhos, lê em voz alta enquanto escreve.

FÁBIO

“ Há há ha, engraçadinha, só quis dar boa noite”.

Fábio espera a resposta, lê em voz alta.

FÁBIO

“Já vai engrossar, já que está acordado e eu também, porque não vem até aqui para a gente conversar, podemos nos ver no jardim.”

Fabio sorri gostando, lê enquanto escreve.

FÁBIO

“Você ta falando sério?”

Espera a resposta, lê.

FÁBIO

“Se não fosse eu não falaria, vai vir ou não?”. (para de ler e fala para si mesmo) Depois o grosso sou eu. (escreve) “To indo”.

Fábio sai. 

Cena 11/Ext./Mansão Camargo/Jardim/Noite.

Liz está caminhando pelo jardim, esperando Fábio, que pula o muro assustando Liz.

LIZ

O que é isso? Que susto! Você não sabe como entrar pelo portão? Precisa pular o muro desse jeito?

FÁBIO

Eu não sei onde é a entrada, e quando vi a madame pendurada na janela para pular, eu pulei o muro, então fiz a mesma coisa agora.

LIZ

O portão está aberto! Eu deixei porque sabia que você viria, agora se eu soubesse que você adora se aventurar feito o homem aranha, nem tinha aberto o portão.

FÁBIO

(cruza os braços) Foi pra isso que você me chamou? Antes de dormir a madame sentiu falta de me malhar, e me chamou, foi isso?

LIZ

Não... Te chamei porque é muito melhor conversar pessoalmente do que pelo telefone.

FÁBIO

Isso é mesmo. (olha em volta) É muito bonito o jardim.


LIZ

(sorri) É sim, eu deixo da forma que o meu pai gostava.

FÁBIO

Você deve sentir muita falta dele.

LIZ

Sinto sim, a cada segundo, mas isso não vai trazer ele de volta,

FÁBIO

E do seu marido, você sente falta?

LIZ

(faz que sim com a cabeça) Da mesma forma... Mauricio era o amor da minha vida, e perder ele junto com o meu pai não foi fácil.

FÁBIO

Não vamo ficar aqui falando de coisa triste né.

LIZ

Foi você quem começou a falar sobre isso.

FÁBIO

Eu sei.

LIZ

Então.

FÁBIO

Tá! Será que a gente não pode conversar um minuto sem discutir?

LIZ

Por mim tudo bem, o problema é você.

FÁBIO

(inconformado) Eu?

LIZ

É, você mesmo, tudo faz essa pose de machão.

Liz e Fábio se olham, dão risada, Kira os observa da janela de seu quarto, fica com raiva.

KIRA

Então para a Liz, você não está cansado, não é?... Podem se preparar, eu vou infernizar a vida de vocês.

Fim do Capítulo


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