0:00 min       RAÍZA 2ª TEMPORADA     SÉRIE
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RAÍZA 2


Série de
Cristina Ravela

Episódio 18 de 23
"Xeque-Mate Parte 3"



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FADE IN

CENA EM QUE RAÍZA E DCR JOGAM XADREZ

Raíza e Dcr estão sentados à mesa, concentrados no jogo.

[OFF]: Anteriormente em Raíza...
Dcr pega sua peça e derruba outra.
DCR: Xeque-Mate!
= = Music On - Suspense = =
CORTA PARA
Dcr olha para trás e a luz do farol cobre seus rostos que, imediatamente se mostram assustados.
DCR (aturdido): Meu-Deus...
RAÍZA: COOORRE!
De repente o empurra para a calçada.
No que ela se volta, não dá mais tempo. Raíza atravessa o carro, bate contra a poltrona de trás e se deixa ser vista.
Aturdida, Andréa olha para o banco.
ANDRÉA: Como é que ‘cê’ fez isso, garota?
RAÍZA: CUIDADO!
[EXT.]
O carro voa, vira de cabeça para baixo até cair com a lateral no chão, derrapa para o meio da estrada e tomba.

Ouvimos buzina de um carro e som de freios cantando o asfalto. Andréa olha para a câmera, se apavora. A luz do farol a cobre.
A cena se afasta. Uma cherokee dá uma batida violenta fazendo o carro capotar pelo asfalto até parar adiante.

CENA EM QUE JOSUÉ AVISA SOBRE O ACIDENTE E INTERCALA PARA O NECROTÉRIO
BRUNO: Quem era?
JOSUÉ: A polícia. Disse que a Andréa sofreu um grave acidente ontem.
BRUNO: Meu Deus! E como ela tá?
CORTA PARA
O corte é feito numa maca onde um lençol azul é levantado por alguém. O corpo na maca é de Andréa, seu rosto está muito ferido.

JOSUÉ [OFF]: Morta.
CENA EM QUE RAÍZA E DCR SUSPEITAM DE JOÃO
RAÍZA: Eles estavam dando o caso como acidente. Não é possível ter sido um colar que desencadeou nisso.
DCR: Acha que alguém andou falando demais?
INTERCALA COM A CENA EM QUE RAÍZA E JOANA FLAGRAM JOÃO DE PÉ LIGANDO PARA MARCO
JOÃO: Tô tentando fazer a minha parte, mas duvido que a idiota da Joana vá conseguir convencer a Raíza a confessar alguma coisa pra polícia.
RAÍZA (V.O): O João!
CENA EM QUE JOANA PRESSIONA RAÍZA E DCR
JOANA: Eu sei que vocês escaparam da mesa de necropsia no lugar da dona Andréa. (Raíza e Dcr se entreolham) Isso ta claro. O que não dá pra entender é por que vocês não dizem a verdade.
DCR: Ela tentou nos matar sim. (Raíza o encara, perplexa) E eu acabei contando isso ao delegado. Agora o Marco certamente vai fazer de tudo pra parecer que nós levamos dona Andréa para a morte.
CENA EM QUE RAÍZA E DCR DESCOBREM QUE O ADVOGADO QUE DCR CONTRATOU É DO MARCO
DRº MUNHOZ: Marco é um dos meus grandes amigos e cliente. Foi ele que me pediu pra pegar esse caso.
RAÍZA: [...] Você não é mais o nosso advogado. (para o delegado) Nós queremos escolher outro.
CENA EM QUE RAFAELA ENCONTRA ARI
RAFAELA: Eu soube da sua mãe. Sinto muito.
ARI (sarcástica): O que mais que você sabe? Marco já te colocou a par de tudo? (Rafaela se perturba)
CORTA
ARI: Sabe, Rafaela, o dia que você vier falar comigo como amiga e não como leva-e-traz eu terei o prazer em te ouvir.
CENA EM QUE MARCO AMEAÇA RAÍZA NA PRISÃO
RAÍZA (raiva): Tá usando o meu pai pra me forçar a aceitar a sua ajuda, mas cê não vai conseguir o que quer.
MARCO (se aproxima da grade / firme): O quê? Deixar você atrás das grades por um crime que você cometeu? Ver você pagar pela morte de dona Andréa? Assistir seu pai (ênfase) agonizando de desgosto? Ou seria...Te convencer a casar comigo? O que será que eu quero?
Raíza o encara, firme e com a raiva estampada no rosto.
CENA EM QUE ARI ESTÁ PRESTES A CONTAR O SEGREDO DE RAÍZA A MARCO, MAS É INTERROMPIDA POR BRUNO
ARI: Eu vim porque tô disposta a contar o que você tanto quer saber sobre a Raíza...
MARCO (surpreso): Nossa...Não imaginava...
ARI: Mas além da sua proposta...Em troca quero que você livre a Raíza e o Dcr da prisão.
CORTE BRUSCO
BRUNO (nervoso): [...] Eu não quero você defendendo a minha filha, tá ouvindo?
MARCO: Mas quem vai defender é o advogado dela.
Bruno tenta partir pra cima dele, mas Ari o segura.
BRUNO: Eu vou meter a mão na tua cara, seu infeliz!
A tela se fecha num baque
Começa o Episódio 18
Xeque-Mate Parte 3

FADE IN
CENA 1 DELEGACIA – CARCERAGEM [INT. / NOITE]
Raíza está sentada numa cama baixa, pensativa. Ouvimos passos de salto alto e, ela olha para o lado, curiosa.
A câmera foca a grade e Valentina surge lentamente com aquele olhar medonho como se quisesse apreciar a cena.
Raíza levanta imediatamente.
RAÍZA: Tá fazendo o que aqui?
Valentina está vestida com um caftan preto, tem os cabelos amarrados, e está mais classuda que nunca.
VALENTINA (esnobe): Vim ver com meus próprios olhos, porque não acreditei quando soube.
Raíza se aproxima da grade.
RAÍZA: Hmm...Pensei que você confiasse mais no seu amante.
VALENTINA: Qual deles? Porque...Se você não se importa acho que vou cuidar do seu namorado enquanto você cumpre pena.
RAÍZA: Vai se rastejar até ele? Por que acho que ele só fica contigo por piedade.
Valentina esboça raiva, mas se segura.
VALENTINA: E você acha que ele ta contigo porque te ama, garota? Ele nem deve ter percebido o quanto você é sem sal de tanto que ele se preocupa em competir com o irmão.
Raíza se controla.
RAÍZA: Pelo menos to numa situação melhor do que você. Sua função para o Marco um dia acaba, e ele te joga na sarjeta de onde você deve ter vindo.
As duas se encaram, de repente Valentina COSPE em Raíza.
VALENTINA: Aí está a sarjeta de onde vim, sua vaca. É o que você tava merecendo há muito tempo.
Raíza avança, puxa Valentina pelos cabelos e prensa seu rosto contra a grade.
RAÍZA: Agora eu vou te mostrar o que você merece.
VALENTINA: Me solta! Me solta, sua louca! Carcereiro!
Raíza a solta e o carcereiro aparece.
CARCEREIRO: Que “que” ta pegando aqui, hen?
Valentina está descabelada e segurando o ódio.
VALENTINA: Essa louca me agrediu. Vocês deviam colocá-la numa camisa de força, isso sim.
Ela sai batida e o carcereiro dá uma olhada impaciente para Raíza. Esta esboça raiva.
CORTA PARA
CENA 2 DELEGACIA – SALA [INT.]
Valentina passa batida pelo policial Diego e o delegado levanta rapidamente sem entender.
DELEGADO: Mas o que houve?
DIEGO: Parece que a visita não era bem-vinda.
O delegado faz que entende.
CORTA PARA
CENA 3 DELEGACIA – CARCERAGEM [INT.]
O delegado Queiroz se aproxima da grade e logo Raíza, possessa, se levanta.
RAÍZA: Ah, o senhor...Veio me tirar daqui?
DELEGADO (sarcástico): Não. Você dispensou seu advogado e, sem um habeas corpus fica difícil liberá-la. (Raíza faz cara feia) Mas é claro que...Se você me ajudasse eu também poderia lhe ajudar.
RAÍZA: Eu estou presa, delegado. E foi o senhor que me colocou aqui.
DELEGADO: Veja bem, você me desacatou na frente de testemunhas. Se eu aliviasse o seu lado poderiam achar que eu tava fazendo corpo mole, né?
RAÍZA: O que quer dizer com isso? Se não houvesse testemunhas...?
DELEGADO: Raíza, eu já peguei vários casos, mas... Acredite que essa é a primeira vez que sinto muito em ver alguém nesta cela.
RAÍZA: Tá querendo me comover?
DELEGADO: Sua ironia não vai te ajudar em nada por aqui, Raíza, mas um bom advogado, sim. (pausa) É claro que não seria necessário se você contasse a verdade. (pausa) Mas tudo bem, talvez a conversa com aquele rapaz, o Marco, tenha lhe feito entender que é melhor se manter presa. Não é mesmo?
Raíza o encara, meio surpresa.
O delegado coloca as mãos para trás e sai.
Close em Raíza desconfiada.
FADE OUT
FADE IN
CENA 4 ED. CIRANDA DE PEDRA [EXT. / MANHÃ SEGUINTE]
Corta para o APTº 403 - SALA
Josué abre a porta e Cael entra batido com cara de poucos amigos.
CAEL: Antes de ir à delegacia quero tentar entender o que aconteceu.
Ainda com a porta aberta, Josué coça a testa com o polegar, esboçando um ar irônico.
JOSUÉ: Simples. Você não tava por perto, sua advogada não chegou a tempo e Raíza e aquele amigo dela já conseguiram um advogado.
Bruno sai do corredor dos quartos meio apressado.
CAEL (indignado): Eu não mandei a minha advogada, porque o Dcr me mandou uma mensagem avisando que já tinha arrumado. De repente descubro que Raíza e Dcr estão sendo defendidos pelo advogado do Marco?
BRUNO: O Dcr foi vítima de uma armação do Marco, Cael. A essas alturas a Raíza já foi ameaçada pra aceitar o advogado dele, sabe se Deus usando que argumentos.
CAEL: E você, Josué? (Este o olha com cara de santo) Eu liguei pela madrugada, você disse que tava tudo certo. (Bruno encara o irmão, surpreso) Qual parte você achou que estava certo? A parte em que o Marco entra em cena, ou a prisão da sua sobrinha?
Clima.
Josué coloca as mãos na cintura e finge indignação.
JOSUÉ: Peraí, você entra na minha casa pra me acusar de quê?
BRUNO: Ele não ta te acusando de nada, Josué.
JOSUÉ: Não, “deixa ele” falar, quero ouvir da boca dele. Acusação agora tem outro nome?
CAEL: Então por que você não disse a verdade?
JOSUÉ: Você tá preocupado com o que, Cael? Com a prisão de Raíza ou com o fato do Marco ter chegado primeiro?
Bruno olha para Cael como a desconfiar que aquilo seja verdade.
CAEL: Como é que é?
JOSUÉ: É difícil aceitar que você quase nunca está quando Raíza precisa, não? (Cael disfarça) Aí quando chega mais perto se assusta com as novidades.
CAEL: Você ta me acusando de ser um namorado ausente? Quem é você pra me falar de ausência? Onde você está quando ela precisa? Viajando a negócios ou jogando um carteado?
BRUNO: Vamos parar com isso?
JOSUÉ: Não, peraí, olha o ex-dono de cassino tentando me dar uma moral.
CAEL (corta): Você perdeu o apartamento por causa de uma dívida que era só sua, Josué e agora o Marco está usando isso contra sua sobrinha.
JOSUÉ: Você agora ta me culpando pelo Marco ter uma obsessão pela sua namorada? (Cael se mostra revoltado) Sabe o que eu acho? Que no fundo, você tem medo que mesmo por meios escusos a Raíza acabe preferindo o Marco a você.
Cael esboça um ódio de repente e lhe acerta um soco.
Corta para o exterior do apartamento, Josué cai no chão.
Cael, com muita raiva, pega Josué pelo colarinho e o levanta, prensando contra a parede.

CAEL: Seu desgraçado! Eu não sou um moleque, ta me ouvindo? Não me trate como um (tensão em Josué). Eu sei que você quer rever o apartamento, mas parece que não é nenhum sacrifício ficar do lado do Marco, não é?
Josué segura em suas mãos tentando se desvencilhar.
JOSUÉ: (trinca os dentes) Me largue! Me largue!
CAEL: Qual o plano, hen? (o sacode) Diga! O que o Marco está querendo com isso, hen?
JOSUÉ (grita): Talvez você já saiba!
Ambos se encaram firmes, com raiva. Ouvimos burburios de curiosos pelo prédio. Cael esboça ter entendido e o larga com estupidez, enquanto Josué se mostra tenso.
BRUNO: Eu acho que agora já chega, não é? A gente já devia estar na delegacia.
Cael encara Josué, ainda com raiva.
CAEL: Não vou mais perder meu tempo contigo.
Cael dá as costas e sai. Bruno observa a cena e, olha para Josué que toca seu rosto, aparentando dor.
FADE OUT
FADE IN
CENA 5 FACHADA - DELEGACIA [MANHÃ]
Corta para o interior da sala do delegado
O delegado Queiroz, Marco, dona Diva, Ari e um homem sentado estão presentes. Um policial atravessa a entrada conduzindo Raíza e Dcr. Eles olham a todos com medo.
DELEGADO: Danilo e Raíza. Por favor, aproximem-se.
Dcr e Raíza chegam perto e se entreolham.
DELEGADO: Onde está o advogado de vocês?
Raíza e Dcr se mantêm quietos.
MARCO: O drº Munhoz já deve estar chegando.
Ari olha para Dcr, complacente.
DELEGADO: Muito bem, eu não posso esperar. Os detentos não precisam dizer nada até que o advogado chegue, mas podemos ouvir o que a nossa testemunha do acidente aqui presente tem a nos dizer. (Raíza olha para o sujeito que exprime inquietude, em seguida encara Marco com um leve sorriso). Ele vai nos contar exatamente o que houve. (se dirige a testemunha) Então, Mauro? Reconhece os dois da noite de ontem?
Mauro olha para ambos, nota-se que é um sujeito muito simples, do tipo que se deslumbra fácil. Todos se entreolham.
MAURO: Sim. (Temor em Raíza e Dcr) Eu vi esses dois na noite passada correndo de um carro em fúria. Parecia cena de cinema, viu doutor.
O delegado observa os presos e expressa certa impaciência.
DELEGADO: E o que aconteceu depois? Você viu onde eles estavam?
Mauro olha para Marco, faz que vai dizer quando uma mulher loira, de cabelos compridos adentra a sala segurando um documento. Logo atrás está Cael e Bruno. Marco esboça preocupação.
MULHER: Seu delegado (ela se aproxima e o cumprimenta) Meu nome é Cristiana Delano, nova advogada de Raíza e Danilo.
MARCO: Como assim? Eles já têm um advogado.
CAEL: Não tem mais.
Ele olha de soslaio para Marco que o encara sério, meio frustrado.
CRISTIANA: (entrega o documento ao delegado) Aqui está o habeas corpus. Quero meus clientes livres ainda hoje.
MARCO: Que eu saiba os clientes (encara Raíza) não pediram outro advogado, portanto é falta de ética pegar um caso de um colega seu, doutora Cristiana.
Cristiana se volta e o encara firme.
CRISTIANA: (irônica) O drº Munhoz é um advogado muito gentil. Ele me entregou o caso, sob recomendação do drº Jorge, pois parece que ele já estava envolvido em outro, algo a ver com contraventores. (Marco esboça raiva / ela, sarcasticamente, atenua o lado de drº Munhoz) Certamente ele não teve tempo de te avisar, assim como não teve para conseguir o habeas corpus dos clientes.
Todos os presentes expressam vontade de rir.
Ela se mantém firme como se não tivesse dito nada de mais.
CRISTIANA: (se volta) Então, delegado? Meus clientes estão livres?
O delegado não hesita, e também não olha o documento.
DELEGADO: Tudo bem. (olha para os ex-detentos que expressam alívio) Podem ir. Mas isso não acaba por aqui, hen. Peço que não saiam da cidade até que as investigações estejam terminadas.
Raíza e Dcr se abraçam, sorridentes.
Cael vai até ela, lhe abraça e dá um beijo na boca. Bruno, sorrindo, observa a cara feia de Marco encarando a cena.
BRUNO (irônico): Desapontado, Marco?
Marco esboça ódio e vê Ari lhe fitando enquanto abraça Dcr.
FUSÃO PARA
Takes da cidade de manhã
CORTA PARA

CENA 6 FACHADA DA MANSÃO DE CAEL [MANHÃ]

Corta para o interior da SALA

Há uma movimentação no local, Ari e Dcr de um lado, Diva e Cristiana de outro.

Cael, com uma bebida na mão, vem andando ao lado de Bruno enquanto conversam.

CAEL: Espero que não tenha ficado chateado por termos vindo pra cá e não pro seu apartamento.

BRUNO: O apartamento do Marco, você quis dizer, né? (Cael faz que sim com ar lamentativo) Entendo perfeitamente o seu lado. Josué tem passado dos limites, (os dois param) às vezes acho que ele queria provocar alguma coisa.

CAEL: Talvez ele já tenha provocado.

Bruno faz que não entende e, Raíza surge sorridente ao lado deles.

RAÍZA: Será que atrapalho a reunião dos dois homens de negócios da minha vida?

BRUNO (brincando): Ahn, digamos que você chegou na hora do break.

Raíza e Cael riem, Bruno sai.

Os dois trocam olhares como se estivessem esperando a reação um do outro.

RAÍZA e CAEL: Então...?

Risos.

RAÍZA: Ahn, eu não queria ter dado trabalho. Acho que ando me metendo muito em apuros, né?

CAEL: E eu quase nunca estou por perto pra te ajudar ou, chego meio atrasado. (pausa) Não é?

Raíza o encara sem saber o que responder.

CAEL: Eu lamento muito por você ter passado a noite naquela prisão. Você não merecia aquilo.

RAÍZA: Ninguém lamenta mais do que eu. Mas isso foi pra eu aprender a me controlar, embora a participação especial de Marco tenha contribuído.

CAEL: Essa participação já está se estendendo muito (Raíza disfarça). Soube que ele andou lhe fazendo uma visita bem demorada e, sabemos que não devia ser de cortesia (balança a cabeça afirmativamente). O que ele queria para te tirar de lá?

Raíza cora, desvia o olhar por instantes.

RAÍZA (enrola): A única coisa de que me lembro é dele dizendo que ia me tirar o apartamento que já é dele. (A vez de Cael desviar o olhar por instantes / ela entende) E você já sabia.

CAEL: Raíza eu estava pensando num jeito...

RAÍZA: Tudo bem. Vocês só queriam evitar que eu pusesse tudo a perder, afinal, eu mal me movo e já me colocam numa suposta cena de crime.

Cael coloca seu copo sobre uma mesa e toca suas mãos.

CAEL: Tem certeza que foi só essa ameaça que ele lhe fez?

RAÍZA (convincente): E você ainda acha pouco?

Cael faz que acredita, desconfiado.

CAEL: O importante é que isso acabou, por enquanto. Marco não é o tipo de pessoa que desiste fácil, mas eu vou ficar de olho.

RAÍZA: Vamos esquecê-lo por hoje. Temos um enterro pra ir.

Cael olha para trás, Ari e Dcr conversam.

Corta para eles

DCR: Você ta estranha desde que voltamos da delegacia.

ARI: Eu sou estranha, Dcr. Esqueceu?

Dcr faz cara de esnobe; Ela também, mas logo ambos sorriem.

DCR: É sério. Pensei que fosse por você ter achado que a Raíza provocou a morte de sua mãe.

ARI: Não seria uma idéia absurda (Dcr se espanta / ela ri). É brincadeira. Eu sei que ela não faria nada de caso pensado, mas...Ela não disse por que resolveu ficar contigo até tarde, já que, se não foi pra evitar que minha mãe te matasse, seria pelo o que então?

DCR: Não sei, ainda não perguntei. Tive medo (Ari acha graça). Mas não é por isso que você ta assim. Vamos, por que ta estranha? Além do normal, claro.

Ari fecha o sorriso, olha para os lados, temerosa.

ARI: Eu tenho medo, Dcr.

DCR: Você também, né? É, as visões da Raíza metem medo mesmo. Mas não se preocupe, assim que...

ARI: (corta) Não é nada disso, Dcr. (pausa) É sobre a chantagem do Marco. Você sabe o que ele quer em troca para esquecer aquele documento que me declara sã, não sabe?

DCR: Sei, mas você não...

ARI: (com receio de dizer) Não, mas disse a ele que aceitaria o acordo desde que ele libertasse você e a Raíza.

DCR (se exalta): O quê? (disfarça, os demais o encaram, ele sorri) Você ficou maluca? Quero dizer, no papel você é, digo, ainda é, ahn...Você não disse nada, não é?

ARI: Não, e nem pretendia. É que eu achei que vocês fossem condenados, porque a polícia ia acabar descobrindo que a Raíza esteve naquele carro, mas...Revelar o segredo dela? Claro que não.

DCR: Você, então, ia inventar um segredo? (Ari não faz que sim nem que não) Justamente pro Marco? A serpente alemã?

ARI: Eu sei, tenho mesmo que ficar com medo, né? Agora ou eu conto, ou eu vou presa pela morte do meu pai. (suspira) Não sei o que faço.

Os dois se abraçam. Dcr se mostra pensativo.

CORTA PARA

CENA 7 FACHADA ED. OLÍMPIA [MANHÃ]

Corta para o interior de um escritório

A mão de um homem bate com força sobre a mesa, drº Munhoz está sentado diante da cena.

MARCO (indignado): Eu pensei que tivéssemos um acordo!

DRº MUNHOZ: Eu me vi obrigado a não continuar nesse caso, Marco. A doutora Cristiana sabe do meu passado, sabe que paguei para livrar uma assassina da prisão, você não é o único.

Marco se ergue, faz que vai andar pela sala, mas se volta revoltado.

MARCO: Claro...Isso é coisa daquele seu antigo cliente (balança a cabeça afirmativamente). Afinal, foi ele quem te pagou pra fazer aquele serviço, não é? (drº Munhoz abaixa a cabeça) É isso que dá não ter um passado limpo, doutor. Não dá pra esconder por muito tempo.

Drº Munhoz faz que não gosta, se levanta, firme.

DRº MUNHOZ: Você também está usando o meu passado para me ameaçar, Marco. A verdade é que se meu passado fosse limpo, você nem estaria aqui.

MARCO: Não faça drama, está bem? Você quis aceitar aquele dinheiro para ajudar a sua família, não quis?

DRº MUNHOZ (indignado): Você me ameaçou. Ameaçou a mim e a minha família. Se eu fosse sozinho, não teria aceitado nada de você.

MARCO: (cínico) Aquilo foi uma ajuda de custo...

DRº MUNHOZ: (bate a mão sobre a mesa / nervoso) Não, não foi! Aquilo foi apenas mais uma forma de você não se sentir um bandido ao obrigar as pessoas a se venderem.

Marco expressa raiva, o agarra pela gola da camisa e o traz até ele.

MARCO: Escuta bem o que vou te dizer: Nós dois não prestamos, mas quem está em vantagem aqui sou eu. Eu não vou desistir do meu intento, e você não vai deixar de pagar o que me deve, você me ouviu? Nem você, nem o seu ex-cliente maldito.

Marco o larga fazendo-o cair sentado na cadeira. Ele sai, bate a porta com força.
A cena volta em drº Munhoz que bufa, insatisfeito.

FADE OUT

FADE IN

CENA 8 CEMITÉRIO [INT. / TARDE]

Ângulo alto.
Ouvimos um sino bater ao longe.

A cena mostra algumas pessoas diante de um caixão sendo içado para a cova. Um padre benze, ditando algumas palavras as quais não ouvimos.

FUSÃO PARA

Ari, com as mãos juntas a frente do corpo, observa a cena e uma lágrima escorre em seu rosto. João Batista se aproxima, toca sua mão e puxa delicadamente, como quem quer um abraço. Dcr olha e faz que não gosta, mas Ari se abaixa para abraçá-lo.

JOÃO (murmura): Você sabe que pode contar comigo, não sabe? (Ari nada diz, sem graça) Isso só aconteceu porque você tava com a pessoa errada.

Ari se afasta, com cara de poucos amigos.

Dcr encara João de soslaio, que o cumprimenta com a cabeça, de forma debochada.

Adiante, Josué, de terno e ao lado de Bruno, observa aquela cena, curioso.

JOSUÉ (cochicha): Não sei por que tanto drama. Agora que a Ari não corre mais risco de voltar pro hospício, ela sofre.

Bruno, até então meio distraído com a mão no queixo, se mostra indignado.

BRUNO: Que isso, Josué? Isso é coisa que se diga? Andréa era mãe dela.

JOSUÉ: E só porque morreu, virou santa? Não força você também o drama, vai.

Bruno faz a negativa, esboçando incredulidade.

BRUNO: Eu não to forçando nada, Josué. Eu to triste pela Ari e se estou aqui é por respeito a ela. Andréa não era uma boa mãe, mas mãe é mãe, você sabe.

JOSUÉ: É, eu sei. (o encara / tom de rancor) Nós também já tivemos uma.

Josué se afasta deixando Bruno sem palavras.
Ele passa por Cael e Raíza, dando uma olhada seca para cada um deles. Cael e Raíza se mantêm quietos.
No ponto de vista deles, Josué, fingindo pesar, se aproxima de Ari, abraçada a Dcr.

Josué diz algo que não ouvimos e abraça Ari, sem ser correspondido. Diante do mal estar, ele se afasta, enquanto Dcr só observa.

A cena volta para Raíza

RAÍZA: Eu não sabia que a Ari tinha algum problema com o meu tio.

CAEL: E quem não tem um problema com ele?

Os dois se encaram.
Bruno aparece ao lado deles, curioso.

BRUNO: Raíza, aquele dalí de óculos escuros não é o delegado?

Cael e Raíza olham, sem entender.

Corta para

O meio das pessoas. O delegado Queiroz, de óculos escuros, mantém a pose com os braços voltados para trás. A câmera vai passando por ele e quando o mostra de costas, Raíza surge ao seu lado e, com um sorrisinho sacana, se curva discretamente para ele.

RAÍZA: O senhor pode chegar mais perto e jogar uma rosa no caixão.

O delegado a olha e dá um sorrisinho igualmente sacana.

QUEIROZ (falso esnobe): Muito engraçado, dona Raíza, mas acho que vou passar a vez pra você, que tal?

Raíza sorri, fingindo que esnoba.
Silêncio.

RAÍZA (disfarça): Com um pouco de sorte o senhor consegue cumprimentar a Ari sem o marido dela encrencar...

QUEIROZ: (sorri forçado, sem perder a graça) Será que ele tem mágoas de mim?

RAÍZA: Vai se saber o que se passa na cabeça de um ex-detento, né?

QUEIROZ: Não me diga que você está magoada comigo?

RAÍZA: Hmmm, digamos que ter o nome fichado na polícia não me anima em ser amistosa com o delegado.

O delegado faz que consente.

QUEIROZ: E se eu te disser que o seu processo foi arquivado? Podemos ser amigos? Eu bem fui com a tua cara, sabia?

A câmera corta para a frente deles, Raíza faz que não entende.

RAÍZA: Arquivado?

O delegado olha adiante, calmamente.

QUEIROZ: Rápido, não acha? Você tem bons amigos. Inclusive, quis te dar a notícia pessoalmente.

Raíza ergue as sobrancelhas, expressando surpresa e desconfiança, ao mesmo tempo.

RAÍZA: Hmm, então o senhor veio até aqui só pra me dizer isso? Pensei que, sei lá, de repente...

QUEIROZ: (dá de ombros) Eu fiquei comovido. O que aconteceu com a Ari aconteceu o mesmo com a minha prima, sem alguma diferença.

RAÍZA: Hmmm...Mas ela ta bem?

QUEIROZ: Acredito que sim. Ela se casou, tem bons amigos e, embora tenha perdido a mãe que nunca a apoiou, torço para que ela seja muito feliz.

RAÍZA: Eu também torço para que a Ari seja feliz, ela ta merecendo.

QUEIROZ: Com a sua ajuda ela agora vai poder ser feliz, você tirou um peso da vida dela.

Raíza estranha o comentário.

RAÍZA: Eu tirei um peso? Do que ta falando?

QUEIROZ: Da dona Andréa. Sabe, Raíza, matando a sua curiosidade, eu vim mesmo pra insistir que você pode contar comigo, no que precisar.

RAÍZA: Eu lembro de ter escutado isso na prisão.

QUEIROZ: Nada daquilo teria acontecido se você me contasse a verdade, Raíza. Por que nós dois sabemos que você esteve naquele carro no momento do acidente, não é? (Raíza o encara, apreensiva). Mas embora fosse meu trabalho eu não ia deixar você e aquele seu amigo pagarem por algo que fizeram tão bem.

Raíza se surpreende, não tem tempo de falar mais nada. Ele sorri e vai embora.
Ela, meio aturdida, observa alguém adiante.

POV de Raíza

Marco, por trás das pessoas e mais afastado, a encara seriamente passando a sensação de ameaça.

A tela se fecha num baque

FADE IN

CENA 9 APTº DESCONHECIDO [INT. / NOITE]

A tela está preta. Ouvimos o barulho de fósforo sendo aceso, em seguida, vemos o rosto de Dcr fazendo suspense.

DCR: O que for dito aqui não pode sair daqui. Estão de acordo?

BRUNO (O.S): Você ta me assustando, Danilo.

ARI (O.S): Acenda logo o restante das velas, Dcr.

DCR: Ok, você que manda.

Ele acende o restante, o local vai se iluminando revelando o cenário: Ari, Joana, Raíza, Dcr e Bruno, sentados no sofá em volta de uma mesa, onde 3 velas iluminam.

BRUNO: Ô Joana, cê tem certeza que a sua mãe não vai achar ruim a gente ter vindo pra cá, não, hen?

JOANA: Não, ta tranquilo. Ela alugava esse apartamento, e, enquanto não houver inquilino, a gente vai poder vir pra cá, mas a luz só será religada até o final da semana. Ela ta ciente de tudo e ta do nosso lado.

Bruno faz que assente, mas logo não entende.

BRUNO: Ciente de quê? Afinal de contas, por que estamos aqui? Estão tramando o quê? (olha para Raíza).

ARI: Calma, seu Bruno. Raíza combinou esse encontro para nos contar a ameaça que sofreu do Marco e quer a nossa ajuda para se livrar dele.

DCR: Ei, que isso? Ninguém me falou nada dessa parte. Eu não vou sujar as minhas mãos...

ARI e JOANA: Dcr!

Dcr faz sinal de que irá se manter quieto.

Raíza, mãos apoiadas sobre os joelhos, esboça preocupação.

RAÍZA: Ele me pediu em casamento (surpresa em todos). Na verdade, nem foi um pedido, foi uma sentença.

BRUNO: Como é que é? Essa pressão toda só pra se casar contigo?

RAÍZA: Ele me ameaçou usando o apartamento e a nossa vida, pai, não vai sossegar até conseguir o que quer.

DCR: E é por isso que estamos aqui, para achar uma maneira de devolver o apartamento pra vocês e jogar o Marco na cadeia por qualquer negócio escuso que esteja fazendo, porque algum ele deve ta fazendo.

BRUNO: Mas tudo isso por quê?

RAÍZA: Por vingança, pai. (enquanto fala, a câmera se movimenta mostrando-a de outros ângulos lentamente) Ele acusa Cael de ter livrado uma assassina da cadeia usando certas artimanhas, porque era amiga da noiva dele.

BRUNO: Bem típico do Marco mesmo.

RAÍZA: Pois é, só que a tal assassina matou a sócia do Marco de uma casa noturna, isso fez com que o Marco perdesse sócios e acabasse por aceitar trabalhar com o irmão na L.A House.

ARI: Isso explicaria o boicote e o incêndio. Um destruindo o sonho do outro.

RAÍZA: Eu não sei se a parte do Cael livrar uma assassina da cadeia é verdade.

JOANA: Nem tem certeza se é mentira. (Raíza lhe encara) Vamos encarar os fatos: Há quanto tempo você conhece o Cael? Será que o Marco tem algum distúrbio que o faz odiar o irmão sem razão de ser?

DCR (corta): A questão aqui não é se o passado do Cael o condena, mas sim, o que o Marco pretende e o que isso muda na vida dela (aponta para Raíza).

BRUNO: Ele não quer só se vingar do irmão. Quer também se vingar de Raíza por ter cruzado o caminho dele. O que não dá pra entender é o porquê do casamento. Isso ta mais pra (pensa) vingança passional?

ARI: Não sabemos, mas falta encaixar outra peça nesse jogo: O que tanto Marco queria de seu Josué para liquidar suas dívidas? Josué não ia ter como pagar em dinheiro.

JOANA: Mas com favores, sim.

BRUNO: E pelo jeito não deve ter conseguido né? Pro Marco abrir o jogo dessa maneira. Deve ter perdido a paciência.

DCR: Então, seu Josué corre riscos. Marco não vai perdoar a dívida. Seu Josué precisa tomar cuidado.

RAÍZA: Todos nós. Por que a partir do momento em que vocês me ajudarem, todos nós estaremos correndo risco.

BRUNO: Qual seria o plano?

Dcr conta o plano, mas não ouvimos. A câmera vai se afastando enquanto os demais se surpreendem com o que ouvem.

FADE OUT

FADE IN

CENA 10 EDIFÍCIO TAYLOR [EXT. / NOITE]

O portão é aberto, Ari, Dcr e Raíza aparecem um atrás do outro e param na calçada onde há uma moto.

ARI: Melhor a gente ir pro seu Bruno e a Joana poderem sair, né? Pra não dar bandeira.

Dcr a contém.

DCR: Peraí, (se vira para Raíza) antes a Raíza vai contar o que to querendo saber desde daquela noite.

ARI: Pensei que você estivesse com medo.

DCR: Não me desconcentre, Ari, eu quero saber o que levou a Raíza a ficar comigo até àquelas horas jogando xadrez? Por que se não foi pra evitar a minha morte pelas mãos da dona Andréa, então...?

RAÍZA: Acho que foi pra evitar sua morte mesmo (Dcr está pasmo). Digo, eu realmente tive uma visão. Eu te vi caído na calçada, parecia...Desacordado...Fiquei preocupada, afinal, no meio daquele breu, quem ia saber que você tava ali, né?

DCR: (pensativo) Impressionante. Isso teria acontecido mesmo se você não estivesse lá. Pior! Eu seria alvo fácil para a dona Andréa.

ARI: Quem sabe com o susto você aprende a cuidar melhor de sua alimentação, né? De vez em quando te pego reclamando de mal estar. Vai caçar idéia de tombar por aí, to avisando.

DCR (faz graça): Você fala de um jeito como se eu fosse um condenado à morte. Isso me deprime.

Raíza ri.

RAÍZA: Depois do plano de hoje, estamos todos condenados, isso sim.

DCR: Ai, vocês me assustam, sabia? Melhor irmos, Ari.

ARI (acha graça fazendo a negativa): Tchau, Raíza.

RAÍZA: Tchau, vão pela sombra, hen.

Ari ri e puxa Dcr pelo braço.

POV de Raíza

Os dois colocam o capacete, sobem na moto e vão embora.

À medida que eles ganham distância, a câmera volta para o rosto de Raíza, séria de repente e preocupada. Ela vira o rosto, se lembra de algo.

INSERT DE ÁUDIO

QUEIROZ: [...] eu não ia deixar você e aquele seu amigo pagarem por algo que fizeram tão bem.

Ouvimos pneus cantando o asfalto.

CORTA PARA

VISÃO DE RAÍZA NO FLASHBACK

CENA 11 CURTO-CIRCUITO [EXT. / NOITE]

= = Music On – Ação = =

Raíza se volta e expressa desespero.

RAÍZA: DCR, CUIDADO!

A câmera se movimenta rapidamente para onde ela olha, Dcr percebe um carro sair das sombras em alta velocidade e parte pra cima dele.
Ele aperta o passo, mas acaba tropeçando e jogando o celular pra longe. Vemos que se trata do celular de Raíza.
Esta corre para ajudar Dcr, mas não há mais tempo. Agachada sobre ele, Raíza olha para a tela e a luz do farol cobre seu rosto. Sensação de que o carro vai bater.

Corta para outro ângulo

O carro atravessa Raíza, abraçada a Dcr, o som estridente dos freios arranha o asfalto, o carro faz uma curva, a câmera mostra a cena em alguns ângulos até que o carro para de frente para eles.
Silêncio.

CORTA PARA

INSERT dos Pneus

Os pneus arranham o chão novamente fazendo o som estridente e o carro arranca.

Volta à cena

Raíza e Dcr se levantam, preocupados, não sabem pra que lado seguir. O carro parece que vai bater, a câmera acompanha o trajeto.

Corta para as costas de Raíza e Dcr

O carro faz mais uma curva surpreendendo-os e fazendo os dois caírem para trás.
O motorista misterioso toma a estrada.
Close nas caras de assombrosos de Raíza e Dcr que observam a cena sem saber a identidade dele.

= = Music Off = =

FUSÃO PARA

FIM DO FLASHBACK

= = Music On = =

Raíza permanece concentrada em seus pensamentos.

BRUNO (O.S): Podemos ir, Raíza?

Bruno está na calçada, Joana acaba de sair do portão.
Raíza respira fundo e faz a afirmativa.

RAÍZA: Podemos.

Bruno a envolve num abraço e, faz o mesmo com Joana. Os três ganham distância.

FADE TO BLACK

A música termina nos créditos

= = FIM DO EPISÓDIO = =


SÉRIE ESCRITA POR:
Cristina Ravela

ESTRELANDO:

Maria Flor - Raíza
Michael Rosenbaum - Cael
Pierre Kiwitt - Marco
Caio Blat - João Batista
Nathália Dill - Ari
Aaron Ashmore - Dcr
Fernanda Vasconcellos - Rafaela
Alinne Moraes - Valentina
Caco Ciocler - Josué
Juan Alba - Bruno
Thiago Rodrigues - Cipriano

PARTICIPAÇÕES:

Monique Alfradique - Joana
Júlia Lemmertz - Diva
Jorge Pontual - Policial Diego
Walter Breda - Delegado Queiroz

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

Helena Fernandes - Andréa
Murilo Grossi - Mauro
Aramis Trindade - drº Munhoz
Viétia Zangrandi - drª Cristiana

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