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15:00 min    

WEBTVPLAY APRESENTA
EXCELSIOR
Novela escrita por
Débora Costa

Colaboração
Tainá Andaluz

Revisão de Texto
Cristina Ravela
Marcelo Delpkin

Direção
Wellyngton Vianna

Núcleo
Cyber TV

Personagens desse capítulo
Arthur
Jaqueline
Melanie
Walter
William

© 2019, CyberTV.
Todos os direitos reservados.



Capítulo 21 de 30


Cena 1/Int./Mansão Blackwell/Sala/Dia.
Peter está sentado, vendo algumas coisas no notebook. Sarah entra nervosa e fica de frente para Peter.
SARAH
(apontando o dedo) Você passou de todos os limites!
Peter continua lendo algo no notebook.
PETER
(calmo) Isso é comigo?
Sarah fecha o notebook de Peter, com raiva, e o encara.
SARAH
(alterada) É claro que é com você! Monstro!
Peter sorri calmo, se levanta.
PETER
Você pode me falar o que eu fiz? Porque não faço ideia.
Margareth desce as escadas, preocupada.
SARAH
Não se faça de cínico! Você envenenou a minha mãe!
Peter ri debochado. Margareth se aproxima de Sarah, incrédula.
MARGARETH
Peter, você fez isso?
PETER
É claro que não, Margareth. Eu não sei de onde essa garota tirou essa ideia. Com certeza é um novo golpe.
Brenda entra.
SARAH
(nervosa) Não é! Arthur viu a minha mãe passando mal.
BRENDA
E eu também vi. Não é mentira, vovô. Realmente a Eliza estava muito mal.
PETER
E eu com isso?
SARAH
Quem mais aqui estaria com tanto ódio de nós, a ponto de envenenar a minha mãe?
BRENDA
Como? Deram veneno para a Eliza?
SARAH
Sim, e eu tenho quase certeza que foi o Peter. Mas as coisas vão mudar de agora em diante!
PETER
Eu não fiz nada. Se eu quisesse matar a sua mãe, não seria aos poucos. Pagaria alguém para dar um tiro nela e pronto.
SARAH
Quem mais seria tão baixo a ponto de colocar arsênico na comida da minha mãe?
Arthur entra.
BRENDA
(surpresa) Arsênico? Encontraram arsênico no sangue da Eliza?
SARAH
Sim.
BRENDA
(pensativa) Sarah, foi exatamente isso que matou a minha mãe. Segundo o médico minha mãe tomava um remédio que continha arsênico, e ela não poderia ter tomado, por uma provável reação alérgica.
SARAH
(pensativa) Então/
PETER
Então agora a Sarah se convence que eu não dei veneno a ninguém!
ARTHUR
Quem mais teria interesse em matar a minha mulher e Eliza, se não Jaqueline?
BRENDA
(triste) Jaqueline...
PETER
Por favor, vocês não podem acusar desse jeito, sem provas.
MARGARETH
Você é inteligente, Peter. Minha nora vendia saúde. Do nada começou a se sentir mal e morreu. Não passou muito tempo, e a Jaqueline ficou grávida e se casou com Arthur.
SARAH
E agora a minha mãe, que é ex namorada do tio Arthur, veio morar aqui, e ela viu como uma ameaça.
MARGARETH
Que provas você quer mais, Peter?
Norma, que estava ouvindo toda a conversa, fica nervosa e sai apressada.
PETER
Jaqueline é uma mulher de classe, não iria se prestar a isso.
SARAH
É como você falou (sarcástica, tom grave), vovô. Não iria matar com as próprias mãos, mas mandaria alguém fazer.
Brenda está triste, com vontade de chorar.
BRENDA
Se isso for verdade, se a Jaqueline matou a minha mãe, ela tem que pagar!
Margareth abraça Brenda. Arthur fica sério, pensativo. Sarah e Peter se encanaram.
Cena 2/Int./Mansão Blackwell/Área dos empregos/Quarto de Norma/Dia.
Norma entra apressada. Fecha a porta, se abaixa, pega uma caixa que estava em baixo da cama; abre, pega um frasco com arsênico e guarda rapidamente no bolso.
NORMA
É melhor eu me livrar disso, o quanto antes.
Cena 3/Int./Mansão Blackwell/Suíte de William/Dia.
William está saindo do banho, com uma toalha em volta da cintura. Alicia entra, tranca a porta, sorri safada.
ALICIA
Oi.
WILLIAM
Alicia, sai daqui. Agora é perigoso. Alguém pode nos ver.
ALICIA
Estão todos ocupados discutindo lá embaixo.
Alicia se aproxima de William, tira a toalha que estava em volta da cintura dele, o abraça pela cintura e o beija com vontade.
ALICIA
My Dear, estamos livres. Agora você já pode deixar a Luiza.
William segura a nuca de Alicia com uma mão, acaricia o rosto dela com a outra, a olha nos olhos.
WILLIAM
Você é capaz de descer comigo e contar para nossa família que nos amamos?
Alicia sorri pensativa, beija William.
ALICIA
Daí nosso caso deixa de ser proibido.
WILIAM
É exatamente isso que quero. Vou me vestir, e vamos agora mesmo contar pra todo mundo que somos um casal.


ALICIA
Não.
Ela se afasta de William. Mexe no cabelo. Pensativa, caminha pelo quarto. William a observa.
ALICIA
Não quero contar nada, William. Eles não vão aceitar.
WILLIAM
Qual o problema? Eles não aceitam e mesmo assim ficamos juntos. Afinal somos livres, como você mesma falou.
ALICIA
As coisas não são fáceis assim. Eu não quero perder meu status e muito menos que virem as costas pra mim, porque todos vão. Ou você esqueceu que é irmão da minha mãe.
WILLIAM
E o que você tem em mente?
ALICIA
(sorri) Ficarmos juntos, porém escondidos, como fazemos sempre. Isso me dá mais tesão, mais desejo pelo proibido.
Alicia se aproxima de William, acaricia o corpo dele.
ALICIA
Agora sem o Renan, como você queria.
WILLIAM
É, e logo você arruma outro otário para se fazer de boa moça, se casa, e eu que me dane!
William empurra Alicia. Veste um roupão, nervoso Alicia o abraça por trás.
ALICIA
Usa essa raiva em mim, my man. Aqui, agora.
William se vira de frente para Alicia e a encara com raiva.
WILLIAM
Presta atenção, Alicia. Eu vou ser pai, vou me casar com a Luiza! Ela me ama de verdade, e ela não vê problema em que saibam disso.
ALICIA
Você e ela não combinam em nada. Eu, sim, sou perfeita para você.
WILLIAM
Na cama! E quer saber? Embora a Luiza não faça metade das coisas que você faz, eu sinto atração por ela, e muita. Agora me faz um favor? Sai daqui.
ALICIA
Você está me rejeitando?
WILLIAM
Estou, e expulsando também!
ALICIA
É brincadeira?
WILLIAM
Não! É sério e muito sério!
ALICIA
William, eu sei que você quer assumir nosso caso, mas é loucura!
WILLIAM
É além disso, o fato de você ser uma cobra traiçoeira ajuda na minha decisão. Mas eu vi a diferença entre o amor e o tesão. Agora vai embora.
ALICIA
Você vai se arrepender, William!
WILLIAM
Nossa! Estou morrendo de medo!
ALICIA
(com raiva) Você é meu!
William abre a porta do quarto.
WILLIAM
Não sou, não. Sai daqui.
Alicia sai com raiva. William fecha a porta, fica pensativo.


Cena 4/Int./Lanchonete/Dia.
Amber e Cleiton estão sentados, conversando.
CLEITON
Confesso que fiquei surpreso, quando você me pediu para vir aqui.
AMBER
Eu cansei de ficar em casa e na Diamond. Precisava sair e falar com alguém.
CLEITON
Fico feliz que tenha se lembrado de mim.
AMBER
Eu queria agradecer pelas flores, eu adorei.
CLEITON
São lindas como a senhora.
AMBER
Me chama de você e pelo meu nome... Agradeço o elogio.
CLEITON
Posso confessar uma coisa? Não vou ser demitido?
AMBER
(sorri) Pode falar. Não estamos na minha casa.
CLEITON
Sempre te observei, seu sorriso, sua personalidade...
AMBER
Já eu nunca te notei.
CLEITON
Eu sei.
AMBER
Mas agora eu te notei, Cleiton. E apesar de você ser um simples jardineiro/


CLEITON
Paisagista.
AMBER
É mesma coisa, e apesar disso, gosto do que vejo. Você é muito atraente.
CLEITON
(sorri) Você acha isso mesmo?
AMBER
Acho.
CLEITON
Então, se eu te beijar, não vou levar um tapa no rosto?
AMBER
(sorri) Não.
Cleiton beija Amber.
Cena 5/Int./Mais Tarde - Mansão Blackwell/Escritório/Dia.
Arthur está sentado pensativo, quando Théo entra.
THÉO
Papai, está ocupado?
Arthur se levanta, se aproxima de Théo.
ARTHUR
Não, Théo. Pode falar.
THÉO
Eu vim pedir permissão para trazer a Yorrane aqui em casa para jantar.
ARTHUR
Você não precisa pedir… filho.
THÉO
É que a minha mãe e o vovô não gostam dela. Então vim pedir sua ajuda, para que eles não a humilhem.


ARTHUR
Você tem a minha palavra de que ninguém irá humilhar essa moça.
THÉO
(sorri) Valeu, papai. Eu a pedi em casamento e quero oficializar o noivado.
Arthur se emociona, mas disfarça e coloca a mão no ombro de Théo.
ARTHUR
Que coisa boa, filho! Desejo do fundo do meu coração que vocês sejam muito felizes.
Arthur abraça Théo e fecha os olhos. As lagrimas escorrem.
ARTHUR
Eu amo você, filho. Nada no mundo pode mudar esse amor. Tenho orgulho de ser seu pai.
Théo sorri abraçado a Arthur.
THÉO
Também te amo, papai.
Cena 6/Int./Restaurante/Dia.
Jaqueline e Luiza estão conversando.
LUIZA
(pasma) Eu não acredito, Jaqueline. Você teve a coragem de trocar a sua filha!
JAQUELINE
Tive! E dai? Eu queria dar um filho ao Arthur e dei!
LUIZA
Seu amor ficou doentio, minha amiga. E agora? O que você vai fazer?
JAQUELINE
Por mim, tudo fica como está. Não quero que Théo me odeie, porque ele é meu filho! Mas se Arthur resolver falar a verdade, vou ter que enfrentar a situação.


LUIZA
Mas e a Yorrane? Ela tem todo o direito de saber que é sua filha, que tem uma família.
JAQUELINE
Não sinto nada por ela. Aliás eu a quero bem longe do meu Théo.
LUIZA
Credo... Nunca poderia imaginar que você fosse tão fria.
JAQUELINE
Lutar pelas coisas que quero não é ser fria. É cada um por si, Luiza. Se eu não for atrás dos meus objetivos, ninguém vai.
LUIZA
Quer um conselho? Conta a verdade você ao Théo. Por mais impactante que seja, ele vai saber a sua versão da história.
Jaqueline fica pensativa.
Cena 7/Int./Restaurante de Lidiane/Dia.
Lidiane está arrumando as mesas, enquanto Yorrane se aproxima.
YORRANE
(sorri) Mãe, eu tenho uma coisa para te contar.
LIDIANE
Pela sua felicidade, tem a ver com Théo.
YORRANE
(Feliz) Sim! Ele me pediu em casamento!
Yorrane abraça Lidiane.
LIDIANE
Fico feliz por você, meu amor.
YORRANE
Nossa... Não parece.


LIDIANE
Você sabe que eu não gosto da família dele.
YORRANE
É... Até aí tudo bem, porque eu também não gosto de alguns deles. Mas hoje o Théo nos convidou para jantar na casa dele, para oficializar nosso noivado.
LIDIANE
Eu não vou naquela casa, meu amor. Sinto muito.
YORRANE
Mas você não pode deixar de ir! Você é a minha mãe. Não vai ser completo sem você.
LIDIANE
Tá bom, filha. Eu vou por você.
Yorrane, feliz, abraça Lidiane, que fica pensativa.
Cena 8/Int./Mansão Blackwell/Sala/Dia.
Sarah ajuda Eliza a entrar. Eliza caminha devagar. Peter se aproxima.
PETER
Erraram a entrada?
SARAH
Não. A partir de hoje, minha mãe e eu vamos ficar aqui. Ela no quarto que o tio Arthur pediu para arrumar, e eu no quarto do meu pai.
PETER
Você é muito petulante, garota.
SARAH
Pense como quiser. Eeu pedi para a Mirtes cuidar de tudo para a minha mãe. a é a única pessoa em que confio, além da vovó.
ELIZA
Minha filha, não fica discutindo com seu avô.


SARAH
Esse senhor não é nada meu. Vamos subir, mamãe.
Sarah e Eliza sobem as escadas.
Cena 9/Ext./Mansão Blackwell/Dia.
Gabriel está de longe, esperando ver Théo. Melanie se aproxima.
MELANIE
Gabriel?
Gabriel fica sem graça, mas disfarça.
GABRIEL
Oi, dona Melanie.
MELANIE
O que está fazendo aqui?
GABRIEL
Eu?... Nada, é que eu estava procurando a casa de um cliente. Fiquei de vir aqui e buscar o carro dele.
MELANIE
Ah, entendi.
GABRIEL
Eu vou continuar procurando a casa.
MELANIE
Você já conseguiu falar com o Théo?
GABRIEL
Não.
MELANIE
Quer entrar? Ele já deve ter chegado.
GABRIEL
Não. Outra hora eu volto, obrigado.
Gabriel sai apressado.
Cena 10/Int./Mansão Blackwell/Quarto de Eliza/Dia.
Sarah está ajudando Eliza a se acomodar na cama. Arthur entra.
ARTHUR
Oi, como você está, Eliza?
ELIZA
Melhor, obrigada.
SARAH
Eu vou deixar vocês a sós. Tenho que falar algumas coisas para a Mirtes. Com licença.
Sarah sai. Arthur se senta na cama.
ELIZA
O que você tem?
ARTHUR
Por que está me perguntando isso?
ELIZA
Eu te conheço muito bem, e sei que tem alguma coisa te incomodando.
Amber vem passando pelo corredor, e para ao ouvir Arthur e Eliza conversando.
ARTHUR
É mais do que incomodar, Eliza. O que vou te falar agora, é um segredo, mas não sei por quanto tempo vou aguentar guardar isso.
ELIZA
Eu não vou contar a ninguém.
ARTHUR
Eu descobri da maneira mais inacreditável e dolorosa que Théo... não é meu filho.
Eliza se espanta. Amber no corredor, sorri em êxtase, surpresa.
ELIZA
Arthur, como você descobriu isso?
ARTHUR
Eu pedi um exame de DNA no hospital. Achei estranho nenhum de nós poder doar sangue ao Théo, e o resultado deu que ele não é meu filho biológico... E não para por aí. A Jaqueline foi capaz de algo cruel, monstruoso.
ELIZA
Depois que Sarah me contou sobre o veneno e a suspeita de vocês, não duvido das coisas que ela seja capaz.
ARTHUR
A Jaqueline teve uma menina, e quando ela nasceu, deu um jeito de trocar por um menino, pelo Théo.
ELIZA
(espantada) Meu Deus! E ela sabe onde a menina está?
ARTHUR
Sabe... O destino colocou ela dentro dessa casa, e através do Théo.
Eliza pensativa, olha sem acreditar para Arthur.
ELIZA
Não me diga que/
ARTHUR
Sim, Eliza... A Yorrane é a minha filha.
Eliza fica espantada. Amber vibra de felicidade e entra em seu quarto.
Cena 11/Int./Mansão Blackwell/Suite de Amber/Dia.
Amber entra feliz da vida.
AMBER
O príncipe não tem sangue azul. (gargalha) Eu quero ver a cara de todo mundo quando souberem, mas acima de tudo, quero ter o prazer de olhar nos olhos de Théo e falar que ele não faz parte dessa família!
Amber ri, se joga na cama, feliz.




Cena 12/Int./Mansão Blackwell/Suite de Arthur e Jaqueline/Dia.
Jaqueline está sentada na cama, vendo uma foto do dia em que Théo nasceu. Na foto estão Arthur, o bebê recém-nascido e ela. Arthur entra, e Jaqueline se levanta.
JAQUELINE
Arthur/
ARTHUR
Não quero ouvir a sua voz e nem olhar pra sua cara. Vai para um dos quartos de hóspedes.
JAQUELINE
Você não pode me tratar assim!
ARTHUR
Claro que eu posso, diante de tudo que você fez... E só uma coisa: essa noite a Yorrane vai jantar aqui. Théo a convidou. Ele quer oficializar o noivado deles.
JAQUELINE
(nervosa) Isso não pode acontecer!
ARTHUR
Claro que pode. E se eu ver você destratando a minha filha, eu não vou hesitar em falar a verdade na frente de todo mundo. Fui claro?
JAQUELINE
Foi.
ARTHUR
Ótimo, já pode sair.
JAQUELINE
Eu não vou sair do meu quarto.
ARTHUR
Que seja. Então saio eu.
Arthur sai. Jaqueline fica com raiva.
JAQUELINE
Ela não pode ficar perto do meu filho! Quanto mais essa rejeitada andar por aqui, mais chances do Arthur contar tudo e arruinar a minha vida! E isso não vou permitir!
Fim do Capítulo

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