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15:00 min    

WEBTVPLAY APRESENTA
EXCELSIOR
Novela escrita por
Débora Costa

Colaboração
Tainá Andaluz

Revisão de Texto
Cristina Ravela
Marcelo Delpkin

Direção
Wellyngton Vianna

Núcleo
Cyber TV

Capítulo 01 de 30
Personagens desse capítulo
Amber
Arthur
Jaqueline
Margareth
Melanie
Peter
Renan
Tadeu
Walter
Théo
Vinícius
William
Yorrane

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Todos os direitos reservados.

Cena 1/Ext./São Paulo – SP/Cemitério/Dia.
Aos poucos, amigos e familiares de Walter Blackwell chegam para o velório, além dos curiosos e da imprensa. Uma repórter está fazendo uma transmissão ao vivo.
REPÓRTER
O empresário Walter Blackwell foi assassinado com um tiro durante um baile de máscaras feito pela Joalheria Multinacional Diamond, que pertence ao grupo empresarial Blackwell, negócio da família da vítima. Até o momento, pouco se sabe sobre o assassino de Walter, já que a única imagem conseguida pela câmera de segurança da piscina, local onde o corpo de Walter foi encontrado, mostra uma pessoa usando uma máscara veneziana.
Peter e Margareth chegam ao cemitério e são cercados pela imprensa. O casal não dá atenção e tenta entrar no cemitério. Arthur consegue se aproximar dos pais, segura Margareth pelo braço e a leva para dentro do cemitério. A repórter consegue impedir a passagem de Peter, que se mostra sério.
REPÓRTER
Peter, por favor...
PETER
Acabei de chegar dos Estados Unidos para o velório do meu filho. Peço que respeitem esse momento difícil que minha família e eu estamos passando.
REPÓRTER
O senhor acha que quem atirou no seu filho possa ser alguém que tenha sido convidado para o baile de máscaras?
PETER
Deixo isso para a polícia descobrir, com licença.
Peter consegue abrir passagem e entra no cemitério.
Cena 2/Int./Mais Tarde - Mansão Blackwell/Sala/Dia.
Arthur, Jaqueline, Melanie, Tadeu, William, Amber, Vinicius e Brenda entram. Jaqueline se senta no sofá, entediada. Arthur está visivelmente abatido e triste, enquanto William vai até o bar pegar uma bebida. Melanie e Tadeu se sentam. Brenda beija o rosto de Arthur e sobe as escadas. Amber e Vinicius a acompanham.
ARTHUR
Eu não consigo me conformar com o que aconteceu com o Walter.
JAQUELINE
Estamos sujeitos a esse tipo de coisa, meu amor. É como dizem: para morrer basta estar vivo.
ARTHUR
(chocado) Jaqueline, eu acabei de enterrar o meu irmão, porque ele foi assassinado sabe-se lá por quem e por quê, e você age assim? Tão fria.
JAQUELINE
Não é frieza, Arthur, é ser sincera. Eu não me dava bem com o Walter. O que aconteceu me chocou? Chocou, mas não estou sofrendo como você.
William se aproxima. Enquanto toma whisky.
WILLIAM
Sempre sutil, Jaqueline.
MELANIE
Concordo com o Arthur quando ele disse que a Jaqueline está sendo fria. Meus pais vão chegar daqui a pouco, e eu não quero que eles fiquem ainda mais tristes por essa sua indiferença.
JAQUELINE
Sua mãe está triste, aliás, bem arrasada, mas o Peter... Eu não vi ele derramar uma lágrima.
Jaqueline se levanta.
JAQUELINE
(cara de entojada) Mas pode ficar tranquila. Eu não vou demonstrar a minha indiferença para eles.
Jaqueline sobe as escadas, Arthur se senta.
ARTHUR
Eu mereço.


MELANIE
Tadeu, eu preciso conversar com você. Vamos para o nosso quarto. Não vou demorar.


TADEU
Tudo bem vamos lá.
Melanie e Tadeu se levantam.
MELANIE
Caso nossos pais cheguem, diga que não demoro.
Melanie e Tadeu sobem as escadas, enquanto William termina de tomar o whisky.
WILLIAM
Eu acho que sei sobre o que a Melanie quer falar com Tadeu.
ARTHUR
O quê?
WILLIAM
Walter estava furioso com ele, até brigaram.
ARTHUR
Eu sei, ele me falou.
WILLIAM
Então... Walter também contou para Melanie sobre a briga, e ela sabe o motivo. Vai ver nossa irmã acha que quem atirou no Walter foi o marido dela.
ARTHUR
William não bastam as coisas que minha mulher diz, agora vem você com esse absurdo.
WILLIAM
Absurdo por quê? Ninguém é de ferro, Arthur. Vai saber por que eles brigaram, e na hora da raiva a gente age sem pensar.
Arthur fica pensativo. Peter e Margareth entram. Margareth está muito triste, aparentando que veio chorando pelo caminho. Arthur se levanta e abraça Margareth.
ARTHUR
Eu já estava ficando preocupado, mamãe. Vocês demoraram.


MARGARETH
Nós paramos em uma farmácia, querido. Meu calmante acabou no avião.
WILLIAM
É melhor você ir descansar um pouco, mamãe.
PETER
Ótima ideia! Enquanto Margareth descansa, eu quero falar com vocês sobre o grupo Blackwell e a Diamond. Agora que Walter morreu, temos que decidir muita coisa.
Margareth encara Peter, incrédula.
MARGARETH
Peter, como você é capaz de agir assim num momento como esse? Alguém matou o nosso filho, e você, além de não estar nem aí, quer falar de negócios?
PETER
Quem disse que eu não me importo com a morte de Walter?
MARGARETH
Nem precisa! Você está aí, mais frio do que o Walter no caixão!
Margareth chora, Arthur segura a mão dela. William observa.
MARGARETH
A dor que estou sentindo, não desejo nem para meu pior inimigo, mas queria que você sentisse um pouco... Foi seu filho que morreu e não um desconhecido qualquer!
PETER
Cada um tem sua forma de lidar com a dor da perda, Margareth. A minha é essa, fingir que está tudo bem, mas por dentro estou como você.
WILLIAM
Todos nós estamos sentindo muito a perda do Walter, mamãe.
ARTHUR
Sim, e por isso que hoje eu não vou falar de negócios, papai, pelo menos não hoje. Realmente não tenho cabeça pra isso.
PETER
Tudo bem, amanhã então, porque a vida continua, e nós não podemos perder tempo e nem dinheiro. Walter era o meu homem de confiança aqui no Brasil, vice presidente do grupo. Sem ele, um de vocês terá que assumir o cargo.
MARGARETH
(com raiva) Você esqueceu de falar uma coisa, Peter. Além de tudo isso ele era seu filho!... Arthur, me acompanha até meu quarto, antes que eu perca a cabeça e desconte tudo que estou sentindo no seu pai!
Arthur e Margareth sobem as escadas.
WILLIAM
Quer beber alguma coisa, papai?
PETER
Quero, me dá qualquer coisa que seja forte, que estou precisando.
Peter se senta, nervoso e pensativo.
Cena 3/Ext./Rua/Dia.
Théo e Renan estão caminhando.
RENAN
Théo, você tem certeza que não quer ir para a sua casa?
THÉO
Tenho, Renan, detesto clima de tristeza.
RENAN
E você? Não está triste pela morte do seu tio?




THÉO
Claro que estou! Eu gostava muito do Walter. Era o único com quem eu podia conversar abertamente. Nem com meu pai eu tenho a intimidade que tinha com meu tio. Ele vai fazer muita falta.
RENAN
Verdade, a Alicia disse a mesma coisa. Queria que ela estivesse aqui, para dar um abraço nela.
THÉO
Você conseguiu falar com a Alicia?
RENAN
Sim, ela disse que lamenta a morte do tio, mas que precisou ficar nos Estados Unidos para representar a Diamond em um evento.
THÉO
Sei... Minha priminha não quis deixar a boa vida que tem lá nos Estados Unidos, para vir em velório, e até que não tiro a razão dela.
Renan para de andar, Théo para de andar também.
THÉO
O que foi?
Renan aponta um restaurante simples que pararam em frente.
RENAN
Vamos comer alguma coisa, porque estou morrendo de fome.
Yorrane sai do restaurante com duas sacolas nas mãos, mas Théo não a vê.
THÉO
Ficou louco? Você quer almoçar em um lugar como esse?
Yorrane ouve e fica com raiva.
RENAN
Quero e vou. O cheiro da comida está muito bom, e meu estômago está nas costas.




THÉO
(sorri) Se a sua namorada souber que você para em qualquer boteco pra comer, te deixa na hora.
Yorrane sorri, sarcástica e nitidamente brava.
YORRANE
Mais é muito metido mesmo.
Théo se vira, olha Yorrane.
THÉO
Falou comigo?
YORRANE
E por acaso tem outro metido a besta aqui?
THÉO
Você sabe com quem está falando?
YORRANE
Não e nem quero saber. De gente como você quero distância, sabia?
THÉO
Digo o mesmo. Vamos embora, Renan. No caminho encontramos um restaurante de verdade.
Yorrane fica com raiva.
RENAN
Não dá para esperar não. Eu vou entrar. Se você quiser pode ir embora, nos falamos depois.
Renan entra no restaurante, Yorrane encara Théo.
THÉO
É melhor você ir comer isso aí em vez de ficar me olhando.
YORRANE
Eu vou entregar essas marmitex. O restaurante é da minha mãe.
THÉO
(sarcástico) Sério? Lamento por você.
YORRANE
E eu por você, que é arrogante e imbecil! Eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui perdendo o meu tempo!
Yorrane sai, nervosa. Théo a observa, sorri.
Cena 4/Int./Mansão Blackwell/Suíte de Melanie e Tadeu/Dia.
Melanie e Tadeu estão sentados na cama.
MELANIE
Tadeu, o Walter me procurou na festa e ele estava muito nervoso, disse que discutiu com você.
TADEU
Discutir foi pouco, ele até me bateu, se você quer saber.


MELANIE
Eu sei... Ele disse que você fez ameaças a ele.
Tadeu se levanta, nervoso.
TADEU
Você por acaso está achando que eu matei o Walter?
MELANIE
Não, amor... Fica calmo, eu só comentei porque ele estava com raiva de você.
TADEU
Você sabe por que nós brigamos?
MELANIE
Ele não me disse.
TADEU
Walter era viciado em jogo de cartas, e eu descobri já tem um bom tempo.
MELANIE
É verdade?


TADEU
Claro que é, Melanie, e ele simplesmente deu dois dos melhores sobrados que a imobiliária tinha porque ele apostou e perdeu! Foi por isso que ele brigou comigo. Ele disse que as propriedades pertenciam ao grupo Blackwell e que ele por direito fazia o que bem entendesse.
MELANIE
Não esperava uma coisa dessas do meu irmão.
TADEU
Não é porque Walter morreu que virou santo. Todos sabemos que ele era um poço de defeitos.
Melanie se levanta, abraça Tadeu.
MELANIE
Nunca poderia imaginar que o Walter tinha esse vício.
TADEU
Tinha e ele não era um bom jogador. Não duvido que o assassinato tenha sido uma cobrança de dívida ou alguém querendo se vingar por ele ser tão prepotente.
MELANIE
Que horror, Tadeu! Não fala assim. Ele era meu irmão, e eu o amava muito.
TADEU
Eu sei, Melanie. Desculpa, eu fiquei nervoso com sua acusação.
MELANIE
Eu não te acusei de nada, meu amor.
TADEU
Mas passou pela sua cabeça que eu poderia ter matado o Walter.
MELANIE
Passou, não vou negar. Do jeito que ele estava...
TADEU
Mas não fui eu Eu nem tenho arma, e você sabe.
Melanie abraça Tadeu.
MELANIE
Eu sei. Desculpa desconfiar de você, meu amor.
Tadeu está abraçado com Melanie, pensativo.
Cena 5/Ext./Mansão Blackwell/Jardim/Dia.
Arthur está em pé, pensativo. Jaqueline se aproxima e o abraça por trás.
JAQUELINE
Desculpa se eu fui inconveniente, Arthur. Respeito sua dor, mas não gosto de te ver assim triste, meu amor.
ARTHUR
Não é só tristeza, Jaqueline. Estou com raiva de quem tirou a vida do meu irmão, e até agora a polícia não tem um suspeito.
Jaqueline fica frente a frente com Arthur.
JAQUELINE
Você vai ter que ser paciente, meu amor. Estava escuro, e a pessoa usando uma máscara, aliás as duas pessoas que vimos no vídeo, e ainda estava distante.
ARTHUR
O que você quer dizer com isso?
JAQUELINE
Que vai ser muito difícil a polícia saber quem matou o Walter.
ARTHUR
Obrigado pelo incentivo, Jaqueline. Desse jeito me sinto bem melhor.
JAQUELINE
Sou realista, Arthur; e digo mais... (instiga) Qualquer um que estava na festa pode ser o assassino, incluindo nossos amigos e nossa família.
ARTHUR
(alteradíssimo) Não vou admitir que você fale um absurdo desses! Tenho certeza que ninguém da minha família fez uma coisa dessas com meu irmão!
Arthur entra, Jaqueline suspira.
JAQUELINE
Como se fossem todos uns anjinhos... Só sei que quem fez, fez bem feito. Já estava na hora de alguém dar um fim naquele insuportável.
Cena 6/Int./Mansão Blackwell/Quarto de Brenda/Dia.
Amber se joga na cama.
AMBER
Não dá para suportar mais esse clima péssimo que está aqui em casa.
BRENDA
E você queria o quê? Uma festa? Mataram o nosso tio.
AMBER
Eu sei, mas está chato ficar aqui. Eu vou sair com o Vinicius.
A porta do quarto está aberta. Brenda vê Margareth passando pelo corredor.
BRENDA
Precisa de alguma coisa, vovó?
Margareth entra.
MARGARETH
Não, querida. Eu estava indo ao quarto do Walter.
Amber se levanta.
AMBER
Vovó, eu acho melhor a senhora não fazer isso, pelo menos não agora.
BRENDA
Ela tem razão. Você já está tão tristinha. Se entrar lá, vai piorar.
MARGARETH
Há um ano que não via o meu filho e fui ver hoje...
Margareth chora. Brenda e Amber a consolam.
BRENDA
Não fica assim, vovó.


AMBER
Eu estou indo dar uma volta. Quer vir comigo?
MARGARETH
Agradeço, mas não estou disposta.
Théo entra e abraça Margareth.
THÉO
O vovô pediu para ninguém ir até o escritório.
MARGARETH
Você sabe se ele vai falar com os meus filhos?
THÉO
Vai.
MARGARETH
Não adianta, a prioridade na vida do Peter são os negócios. Eu vou até o quarto do Walter.
AMBER
Não faz isso, vovó.
THÉO
Por que não? Se ela quer, não tem problema. Eu vou com você, vovó.
Margareth sorri para Théo, acaricia o rosto dele.
MARGARETH
Obrigada, querido. Aceito sua companhia.
Margareth sai. Théo sorri vitorioso para Amber e dá as costas. Amber fica nervosa.
AMBER
Detesto isso. Théo sabe jogar muito bem.
BRENDA
Ficou louca? Jogar por quê? Não vi nada demais. Você tem que parar com esse ciúme infantil que tem do Théo. Ele é nosso irmão.


AMBER
E por ele ser o filho homem do papai tem todas as atenções. Você viu que para o Théo a vovó sorriu.
BRENDA
É lógico! Ele apoiou a decisão dela, Amber. Para de ver coisa onde não tem, e vamos logo. Eu vou sair com você e o Vinicius. Não quero ficar aqui sozinha.
Brenda e Amber saem.
Cena 7/Int./Mansão Blackwell/Escritório/Dia.
Melanie, Arthur e William estão sentados. Peter está de pé.
ARTHUR
Papai, eu quero descansar. Não tenho cabeça para falar de negócios agora.
MELANIE
Eu também não.
WILLIAM
Você nunca tem cabeça para os negócios, Melanie. É por isso que cuida dos eventos e das lojas.
MELANIE
Estou cansada demais para te responder como se deve.
PETER
Já chega! Eu não vou demorar. Só quis falar com vocês aqui, para não sermos interrompidos.
WILLIAM
Por mim você pode falar sobre o que quiser papai, e o tempo que for.
PETER
Vou ser breve. Amanhã eu ia voltar aos Estados Unidos com a mãe de vocês, mas adiei porque Walter deixou um testamento, e eu quero saber o que há nele. Quero saber para quem ele deixou as ações e se ele nomeou um sucessor para presidir o grupo Blackwell.
William, Arthur e Melanie se olham, pensativos.
Fim do Capítulo

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